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Sessões da Câmara de Niterói deixam de ser ao vivo para dar vaga a carro

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Para abrir vaga de carro, a antena da TV Câmara foi desinstalada e jogada a um canto

As sessões da Câmara de Vereadores de Niterói deixaram de ser transmitidas ao vivo pela TV, desde a semana passada. A antena parabólica que enviava o sinal para a operadora NET foi retirada para abrir nova vaga no estacionamento do pátio externo do prédio do Legislativo municipal. O espaço agora é ocupado pelo carro de uma funcionária da Assembleia Legislativa (Alerj).

A antena está jogada a um canto, sem função. Quem a retirou do lugar foi o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindalerj), que é responsável pelo estacionamento do lado direito do terreno da Câmara, desde quando a Alerj cedeu seu prédio em frente à Praça da República para o Legislativo niteroiense. Do lado esquerdo ficam os carros dos vereadores.

As sessões estão sendo transmitidas pela página da Câmara de Niterói no Facebook. O presidente da Câmara, Milton Cal, vai procurar o presidente da Alerj, André Ceciliano, para mostrar a importância daquele pequeno espaço onde estava colocada a antena que possibilitava a divulgação ao vivo pela televisão do que ocorre no plenário da Casa Legislativa.

A publicidade dos atos legislativos de Niterói já havia sido reduzida em 2020, antes da pandemia, quando os vereadores deixaram de publicar o informativo Câmara em Revista. Com circulação mensal, a publicação cobria temas como audiências públicas, principais projetos de lei em discussão e vistorias das comissões, levando transparência e mais informação para os cidadãos. A presidência da Casa alegou falta de verba para deixar de distribuir a revista.

Com a fusão do Estado do Rio e a Guanabara o prédio da Assembleia Legislativa, construído em 1917, foi cedido por comodato para a Câmara dos Vereadores, menos a pequena área do lado direito da entrada, que virou estacionamento para funcionários da Alerj, sendo administrado pelo Sindalerj. O prédio forma com a Biblioteca Estadual, o antigo Fórum do Tribunal de Justiça e o Monumento um conjunto arquitetônico tombado como patrimônio estadual na Praça da República.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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