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Roberto Salles chega ao 2º turno como favorito propondo fortalecer a UFF

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Dentre as propostas de Salles está ampliar e modernizar o HUAP, fortalecendo seu atendimento e papel de referência.

Depois de dois mandatos considerados bem avaliados à frente da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, o professor Roberto Salles volta à cena eleitoral disposto a retomar o comando da instituição. O ex-reitor liderou a votação em primeiro turno e disputa agora o segundo escrutínio, marcado para os dias 26 e 27 de maio, na corrida pela chefia da segunda maior universidade federal do país.

Candidato pela chapa 2 — “UFF Viva” —, tendo como vice a professora Luciana Freitas, Salles parte para o segundo turno, marcado para os dias 26 e 27 de maio, com a proposta de recolocar a universidade em rota de crescimento institucional, expansão acadêmica e fortalecimento da presença nacional.

Entre os principais compromissos assumidos está a busca ativa por mais recursos federais e emendas parlamentares, considerados estratégicos para sustentar novos investimentos em infraestrutura, ampliação de cursos e melhoria das condições de funcionamento da universidade. O candidato defende uma atuação política mais incisiva em Brasília como forma de garantir fôlego orçamentário à UFF em um cenário de restrições orçamentárias.

Outro eixo central da proposta é a retomada de um ciclo de expansão acadêmica estruturada, com foco na ampliação de vagas na graduação e na pós-graduação, além do fortalecimento das unidades no interior do estado. A ideia, segundo tem destacado, é combinar crescimento quantitativo com manutenção de padrões de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão.

Salles também tem enfatizado a necessidade de reforçar as políticas de permanência estudantil, consideradas essenciais diante do perfil cada vez mais diverso dos alunos ingressantes. Nesse ponto, a proposta inclui ampliação de assistência estudantil, melhoria dos serviços de apoio e maior integração das ações voltadas ao bem-estar da comunidade acadêmica.

No campo administrativo, o candidato sustenta a importância de dar mais agilidade e eficiência à gestão universitária, com modernização de processos, uso intensivo de tecnologia e valorização dos servidores técnico-administrativos e docentes. A proposta passa ainda pelo fortalecimento de estruturas internas capazes de dar suporte ao crescimento institucional sem perder a capacidade de resposta às demandas cotidianas.

A pesquisa, a extensão e a inovação aparecem como pilares estratégicos no programa defendido por Salles. A intenção é ampliar investimentos nessas áreas, incentivar a produção científica e estreitar a relação da universidade com a sociedade, por meio de projetos que ampliem o impacto social da UFF.

Na área da saúde, um dos pontos destacados é a continuidade dos investimentos no Hospital Universitário Antônio Pedro, com foco na modernização, ampliação da capacidade de atendimento e consolidação do hospital como referência tanto na formação acadêmica quanto na prestação de serviços à população.

Ao defender seu projeto, o candidato tem ressaltado a importância de um ambiente institucional baseado no diálogo, na participação democrática e na construção coletiva das decisões, como parte do que considera fundamental para o bom funcionamento de uma universidade pública.

A disputa segue aberta no segundo turno após a consulta realizada nos dias 12 e 13 de maio, que contou com 12.470 votos válidos e, pela primeira vez, utilizou urnas eletrônicas. Na ocasião, a chapa “UFF Viva”, de Roberto Salles e Luciana Freitas, alcançou 47,08% dos votos, à frente da chapa 1 — “UFF que Transforma”, liderada por Fábio Passos e Claudete Cardoso, que obteve 37,59%.

O resultado final agora ficará nas mãos da comunidade universitária, que decidirá nas próximas semanas qual projeto deverá conduzir os rumos da UFF nos próximos quatro anos — em uma escolha que opõe diferentes visões de gestão, mas que coloca no centro do debate o futuro de uma das principais instituições federais de ensino superior do país.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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