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Sempre jovem, Jerônimo faz 90 anos oferecendo o melhor lanche de Niterói

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É difícil encontrar na terra de Arariboia quem nunca foi à Rua Miguel de Frias 3, em Icaraí, tomar um suco, comer um sanduba variado, matar a fome com um italiano sortido ou degustar um salgadinho ou docinho a qualquer hora do dia ou da noite, numa casa que funciona no mesmo lugar há mais de 46 anos.

Claro que todo mundo já sabe que estou falando do Ponto Jovem, que não envelhece. O criador da mais tradicional e premiada casa de sucos de Niterói, Jerônimo Alves de Souza, está chegando aos 90 anos de idade, mantendo a rotina diária desde a inauguração.

Seu Jerônimo conta que a primeira freguesa daquela casa de sucos foi uma jovem bailarina. Ele perguntou quais as frutas que ela gostava mais. A moça respondeu: laranja e morango. Jerônimo voltou com um copo com as duas frutas batidas. A partir daquele momento, passou a fazer a vitamina de sucos de acordo com a vontade do cliente. No cardápio, o freguês pode optar por cem sucos feitos das mais variadas frutas, legumes e hortaliças. Vinte deles são feitos com água de coco.

Tem de tudo, é só colocar no liquidificador e mexer: morango, amora e hortelã; manga, maracujá e melão; mamão, tomate e manga; melancia, acerola e pinha; graviola, melão e beterraba; cupuaçu, morango e uva e uma infinidade de sabores e gostos.

Quando chega aos sanduíches, são 76 escolhas, divididos por hambúrguer; filé-mignon; filé de frango; queijos; especiais e light, em pães especiais com os mais variados temperos.

Esse local privilegiado, em frente à Reitoria da UFF, rapidamente virou point de todo mundo, jovens e idosos. A frequência também era grande nas madrugadas, obrigando seu Jerônimo a manter o Ponto funcionando por 24 horas para atender a demanda da turma que chegava da noitada ou do trabalho. Mais adiante, a insegurança fez o Ponto Jovem mudar o horário.

O imbatível chef de sucos e sanduíches, português do Porto, com uma bonita história de vida e de trabalho, desembarcou em Niterói na década de 70 para abrir o Café da Brasileira, na Galeria Gold Star, no Centro.

Depois Jerônimo abriu o Chale 1, único bar da Praia de Icaraí, na esquina de Miguel de Frias. Até hoje o forte é o chope gelado e os sanduíches de carne assada ou pernil, pastéis e salgadinhos. Logo virou point da boêmia e concentração de grandes manifestações da cidade.

Ao lado, no sobrado, funcionava a Academia Helfany Peçanha. Jerônimo vendo aquelas bailarinas saudáveis passarem na sua porta, com um  tino comercial incrível, montou há 46 anos, num 1° de maio, o Ponto Jovem, que funcionava numa portinha ao lado da entrada da Academia oferecendo  sucos das mais variadas frutas e misturas, além dos imbatíveis sanduíches com seus molhos incríveis, para atender aquela faixa etária da juventude niteroiense.

O Ponto Jovem ganhou 15 vezes seguidas o diploma de melhor casa de lanches do prêmio Água na Boca, de O Globo, até o jornal criar a categoria Hors Concours para continuar premiando o Ponto Jovem.

Temos que tirar o chapéu para seu Jerônimo, esse português extraordinário e boa praça que há décadas traz a alegria junto com uma alimentação saudável para o niteroiense.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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