Os Pilatos municipais lavam as mãos na água que transborda na cidade, usando a velha e surrada desculpa de que nesta segunda-feira (13/01) “choveu todo o volume previsto para o mês de janeiro inteiro”.
Quanto aos petrodólares, dizem que parte deles estão sendo empregados em obras de macrodrenagem na Região Oceânica. Mas assim como a Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, vira um rio de descaso público toda vez que a tal “precipitação pluviométrica” é maior, na outra ponta de Niterói moradores do Engenho do Mato ficam ilhados em suas próprias casas.
Em muitas situações, como a do passeio no entorno do Palácio Arariboia que abriga a Secretaria Municipal de Fazenda, onde se produzem os carnês do IPTU mais caro do país, soluções simples poderiam devolver a qualidade de uma urbe endinheirada. Bastaria uma drenagem simples, feita por gravidade, e uma cobertura de pedriscos para dar uma aparência decente ao local.
Para isso, o foco da utilização do dinheiro público não deveria ser o de manter ativa uma máquina eleitoreira, que criou milhares de cargos comissionados e não se cansa de ampliar, cada vez mais, o número de repartições de papel para abrigar tantas sinecuras quanto o projeto de poder do prefeito Rodrigo Neves exigir.
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