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O angu que virou febre: cariocas invadem Niterói atrás do sabor do Elcio

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Clientes lotam as mesas em volta do bar da Marquês de Caxias para saborear o angu do Elcio

Os saudosistas ainda recordam o Angu do Gomes, aquele mesmo que fazia niteroienses atravessarem a Baía de Guanabara, como o célebre músico Sérgio Mendes que ia de barca para encontrar Tom Jobim na tradicional carrocinha da Praça XV.

Agora, o movimento é inverso: são os cariocas que cruzam a ponte aos sábados para saborear o Angu do Elcio, servido no Guanabara Café e Bar. A iguaria chega às mesas espalhadas pela calçada da Rua Marquês de Caxias 53, sempre das 11h às 19h.

Elcio de Oliveira Félix carrega uma vida inteira dedicada ao ofício. Desde os 14 anos, serve clientes nas mesas, atrás do balcão ou na cozinha, guiado por um princípio que norteou suas mais de seis décadas de trabalho: o cliente sempre em primeiro lugar. Ele conta que, com o fechamento do comércio ao meio-dia aos sábados no Centro, o movimento caía drasticamente. A solução encontrada, junto com seu ex-chef de cozinha Idelvan, foi oferecer nesse dia a refeição mais democrática da culinária carioca.

Elcio explica que o nome “angu” vem do prato simples, feito basicamente de fubá e água. O segredo, porém, está no acompanhamento: miúdos de boi de ótima qualidade e um tempero especial. A casa também oferece a opção de acompanhar o angu com carne moída. O freguês escolhe se quer a porção servida numa tigela — menor — ou no prato.

Começou ainda garoto, no Brasília Bar, na Alameda São Boaventura, e há cinco décadas está firme e forte no Guanabara Café e Bar. Aos 80 anos, Elcio conta com os filhos Rafael e Gustavo — seus braços esquerdo e direito — para tocar o barco desse ponto gastronômico que serve comida caseira e há anos faz sucesso no Centro da cidade.

Figuras como Elcio de Oliveira Félix, que parecem ter vindo ao mundo para servir e alegrar tanta gente da terra de Araribóia, merecem aplausos pela bonita trajetória de vida e trabalho.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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