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Obra causa 50% mais acidentes na RO

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A obra mal planejada da chamada TransOceânica continua fazendo vítimas. Hoje à tarde, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, perto do Posto Monza, um ônibus da Viação 1001 bateu na traseira de um Honda Fit jogando o carro contra um poste, transtornando o já conturbado trânsito mal sinalizado no imenso canteiro da milionária obra que a prefeitura de Niterói executa na Região Oceânica por R$ 310 milhões, a serem pagos pelos contribuintes nos próximos vinte anos, com juros e correção monetária.

Segundo estatística do Corpo de Bombeiros, os acidentes com carros e motos, de colisões a atropelamentos na Região Oceânica (RO), aumentaram mais de 50% no mês de junho deste ano, com 47 casos, em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram registrados 30 acidentes.

Somente nesses dez dias de julho os Bombeiros já atenderam a 23 ocorrências, duas delas envolvendo motos no Cafubá, onde houve um caso com morte, no sábado. Neste dia, a prefeitura interditou a via seletiva que servirá aos ônibus BHLS na Avenida Paulo de Mello Kale (antiga Avenida Seis). Hoje, foi feito o inverso, abrindo a seletiva e permitindo trânsito apenas pela pista estreita junto às calçadas.

Enquanto isso, quem fatura é a NitTrans que reboca como nunca se viu antes os carros estacionados em ruas sem sinalização ou sem agentes de trânsito para orientar os motoristas. Nesses dez dias de julho, as multas de trânsito arrecadadas pela prefeitura somaram R$ 270.611,00. Em junho, o total foi de R$ 1,6 milhão, cerca de 25% a mais do que as multas que engordaram a receita municipal em junho de 2015, quando somaram R$ 926 mil.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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