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Niteroi devia estender um tapete verde para seu maior craque, Gerson Nunes

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As ruas de Niterói deviam ter amanhecido hoje cobertas com um gramado verde para homenagear seu maior ídolo do futebol, Gerson de Oliveira Nunes, que completa 80 anos de vida.

O Canhotinha de Ouro começou a carreira aos 16 anos no São Domingos. Foi para o time do Canto do Rio e, no ano seguinte, para o Flamengo, onde foi bicampeão. Depois transferiu-se para o Botafogo, conquistando o bicampeonato carioca e o brasileiro, ao lado de Garrincha. Foi transferido para o São Paulo, onde ajudou o tricolor paulista a conquistar também seu bicampeonato.

De volta ao Rio de Janeiro realizou seu sonho de jogar no Fluminense. No tricolor carioca conquistou em 1973 mais um campeonato e pendurou a chuteira no ano seguinte. Mas não ficou longe do futebol. Logo começou uma bem sucedida carreira como comentarista esportivo.

Como meio campista, Gerson fazia lançamentos de longa distância, de mais de 50 metros, colocando com precisão a bola nos pés do companheiro de time.

Na seleção brasileira que conquistou a Copa do Mundo de 70, Gerson foi considerado pela imprensa mundial o cérebro da equipe, por sua capacidade de reter a bola e ditar o ritmo de jogo, além dos lançamentos certeiros que sempre resultavam em gols.

Falava tanto, que recebeu o apelido de Papagaio e não encontrou dificuldade quando encerrou a carreira futebolística para ser comentarista da Globo e de outras emissoras de rádio e televisão.

De vida simples, casado com Maria Helena, amor de juventude e grande parceira, mora uma vida inteira no bairro de São Francisco. Há 20 anos criou o Instituto Canhotinha de Ouro, projeto de escolinha de futebol para jovens carentes, hoje com vários núcleos em Niterói sob o comando da filha Patrícia.

Montou um estúdio em Pendotiba, onde faz comentários pelo YouTube e programas para a Rádio Tupi.

Muitos anos de vida ao nosso querido Canhotinha de Ouro.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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