A notícia do fechamento dada aqui pela coluna se espalhou pela internet, formando uma corrente de lamentações, tristezas e recordações. Com a divulgação da reabertura do Steak, os leitores manifestaram alegria e alívio, e a casa ficou tão cheia nesse domingo ensolarado e depois à noite toda, que o maître Antônio de Freitas, o Maradona, não teve tempo de explicar aos fregueses as causas desse abre-e-fecha. Mais tarde, dizia ao colunista ter certeza que o Steak não pode fechar.
– Aqui tem história para escrever um livro – disse Maradona apontando para uma mesa onde, ao arrumar a casa, os garçons encontraram um par de muletas: “O freguês bebeu um pouco e esqueceu o apoio para andar; só veio buscar no dia seguinte. Outro tomou uns chopes além da conta e foi embora esquecendo o pai Idoso na mesa. Tinha um, que chegava por volta de 22 horas e só ia embora depois que bebesse 40 chopes. A casa era frequentada pelo mundo político e artístico. Na década de oitenta, na eleição para presidente, a parte de trás era ocupada pelos petistas de Lula e a da frente com os pedetistas de Brizola. A gente tinha que se desdobrar em atenções aos dois grupos, mas quem ganhou foi Color, cujos cabos eleitorais não eram nossos fregueses. Aqui sempre foi muito frequentado por professores e funcionários da UFF, médicos do Antônio Pedro, jornalistas e intelectuais. Muitas mulheres conheceram seus maridos aqui e outras se separaram porque encontraram seus esposos bebendo acompanhados por outras. Garçom tem que ser mudo, surdo e cego nessas horas”, afirma Maradona.
Na noite de domingo, o eclético violonista Mauro Costa Junior comandava uma mesa de músicos e intelectuais para dar força à turma da casa. Lembra que com 15 anos começou a tocar no Nice Club, um piano bar que ficava na parte de cima do Steak.
– Nunca mais parei de frequentar o Steak e lá se vão 36 anos. Sempre que termino um show no Rio ou em Niterói acabo a noite nesse restaurante. Vários são os motivos, fica aberto até mais tarde, a boa comida e a bebida, o tratamento especial dos garçons, a localização perto de casa e o clima reinante de amizade. Tem que continuar aberto, se fechar, vai deixar saudade e fazer falta. Já é patrimônio da cidade e devia ser tombado – disse Mauro Costa Junior sentado em uma mesa na calçada com os amigos Leri Machado, Marcos Lima, Marcelo Abreu e Mario Newman.
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