Antes da pandemia e da crise econômica que se abateram sobre o país, os boxes do Mercado São Pedro vendiam duas toneladas de frutos do mar por semana. Hoje são vendidos 600 quilos por semana. Mas se o consumo caiu, o ambiente continua movimentado. No segundo piso tem uma área de gastronomia. Os restaurantes têm como cardápio principal os frutos do mar que o cliente pode comprar nos boxes levar para serem preparados na hora.
O cherne é um peixe de águas profundas. De carne considerada nobre, ele se alimenta de outros peixes, camarões, lulas e crustáceos. O exemplar que chegou nesta quinta-feira ao Mercado São Pedro não era dos maiores. A espécie pode medir dois metros de comprimento e pesar 380 quilos.
Quando jovem, é conhecido como cherne-pintado. Isto porque nesta fase tem cor de chocolate (às vezes bem escura, outras vezes clara), com manchas brancas ao longo do corpo (daí o nome).
Também é conhecido por chernote, chernete, cherna e mero-preto. Muitos o consideram um primo próximo da garoupa. Mas em geral, quando já adulto, a coloração deste cherne, chamado de “verdadeiro”, varia do marrom-avermelhado à ferrugem. Com uma ressalva: alguns indivíduos têm o ventre mais claro. Para pescá-lo, as iscas naturais são bastante eficientes (lulas, tentáculos de polvo e filés de bonito).
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