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Cachaçaria a uma quadra da catedral de Niterói confirma o Papa: ‘É muita cachaça’

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“Não tem salvação. É muita cachaça e pouca oração”, disse o Papa Francisco ao abençoar, na quarta-feira (26/5), padres brasileiros no Vaticano. Era uma piada, esclareceu a Santa Sé. Mas para não desmentir o Papa, em Niterói existe o Rei da Cachaça. Fica a uma quadra da Catedral de São João Batista, no Centro.

A loja de pingas oferece mais de 600 rótulos, muitos artesanais e de alambiques centenários. São de beber rezando, diz Miguel Paulenak degustando uma dose da Beata (foto). Essa é uma das relíquias do Rei da Cachaça. É produzida em um dos berços da bebida no Brasil, na cidade Coronel Xavier Chaves (MG), perto de Tiradentes e São João Del Rei.

A duzentos metros da cachaçaria, fiéis rezavam o terço das 18h na catedral de São João. Sobre a frase do Papa que viralizou na internet, garantiram: “Aqui o que não falta é oração”.

“Nem falta birita”, diz Miguel Paulenak no comando há três anos do Rei da Cachaça, seu primeiro e único emprego desde os 18 anos. A loja de bebidas foi criada em 2000, originalmente como Tonel & Pinga. Funcionava na Galeria Gold Star, na Rua da Conceição, de onde se mudou em 2018 para a Rua São João. As cachaças mais vendidas são as mineiras Tiziu e Claudionor; e a gaúcha Harmonie Schnaps.

Os brasileiros – nesse ponto o Papa tem razão – consomem quase toda a produção de cachaça do país. No máximo dois por cento são exportados para Alemanha, Paraguai, Itália, Uruguai e Portugal.

Bebida mais consumida fora do lar, antes da pandemia o Rei da Cachaça promovia degustações bimestrais. A produção de pinga no país foi de 399 milhões de litros, em 2020. Não fosse o coronavirus, os alambiques teriam destilado muitos litros mais. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), houve uma queda de 23,8% no consumo, no ano passado. Foi o pior resultado em cinco anos. Agora, produtores, revendedores e degustadores dão o primeiro gole para o santo, rezando para que a vida volte logo ao normal.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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