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A prefeitura deveria concentrar seus esforços, isto sim, em coibir a superlotação no transporte público. Mas empresários de ônibus, sempre tão próximos do poder público no país, reduzem suas frotas em circulação alegando prejuízos. O motorista, o cobrador e os passageiros que se apinhem e levem o vírus da Covid de troco.
Os rodoviários, por sua vez, reclamam prioridade na vacinação contra o coronavírus. Se até a próxima terça-feira (20/04) não estiverem no calendário de vacinação, ameaçam entrar em greve no dia 26 de abril.
O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) está fazendo nos terminais de ônibus, até o dia 19, um plebiscito sobre a greve da categoria. A apuração vai ser no dia seguinte. A entidade decidiu por essa forma, em vez de marcar assembleias que acabariam provocando aglomeração de pessoas. Dados do sindicato revelam que a Covid já matou 44 profissionais de sua área de atuação, desde março do ano passado.
Em sua conta no Facebook, Grael disse que “as barreiras sanitárias são medidas necessárias neste momento”. Reconheceu o impacto que provocam no trânsito, mas que seria “uma ação fundamental para proteger Niterói”.
Mais uma vez, justificou as restrições com 30% dos leitos de Covid em Niterói sendo ocupados por pacientes de outras cidades, e cobrou “o diálogo com o Estado e demais prefeituras”, insistindo “na importância de ações conjuntas na Região Metropolitana”.
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