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Uber: decreto da prefeitura é retrocesso

Escrito por Luiz Antonio Mello às 08:15 do dia 23 de junho de 2018
Sobre: Na contramão
23jun

A Uber comentou o decreto da prefeitura de Niterói que proíbe que carros com placas de outras cidades trabalhem por aqui, além de ter que pagar ISS e taxa de outorga por utilização do espaço público. O decreto deve entrar em vigor em 120 dias.

A Uber disse a esta Coluna que “o decreto assinado pela Prefeitura de Niterói é um retrocesso para a cidade e para as pessoas. O texto contém restrições baseadas em modelos ultrapassados, já testados e rejeitados em vários municípios, que desconsideram os benefícios que a tecnologia pode trazer à mobilidade urbana. Limitações como a proibição de que veículos de outras cidades circulem por Niterói ignoram completamente o direito constitucional que os parceiros da Uber têm de trabalhar e gerar renda onde escolherem.”

Uber prossegue: “A proibição de que carros com mais de 5 anos sejam usados pelos motoristas parceiros, mais do que deixar milhares de pessoas sem possibilidade de trabalhar, fará com que as regiões periféricas da cidade, onde o poder aquisitivo é menor, tenha menos opções de mobilidade. A Uber está à disposição da Prefeitura e espera que sejam feitas mudanças importantes no decreto para que o resultado seja uma regulação moderna, que integre a tecnologia para o benefício de todos.”

A prefeitura deve achar que o trânsito em Niterói é um paraíso como o de Bruxelas, Amsterdã ou Sydney, apesar dos engarrafamentos, motos e bicicletas em cima das calçadas ameaçando vidas, etc. A prefeitura prefere não enxergar que a falta de guardas, de planejamento, competência e gestão, são os motivos reais para o caos do trânsito em Niterói (basta olhar). Mais cômodo culpar uma modalidade de transporte mundialmente consagrada.

E vai sobrar para o cidadão, claro. Os carros do aplicativo com placas daqui são minoria absoluta e muitos evitam trabalhar na cidade (vão para o Rio) porque dá prejuízo, consequência da baderna no trânsito. Sem os carros de outros municípios, os carros da Uber vão se tornar raridade e o preço das corridas vai disparar. A relação carro/passageiro é um dos principais fatores de aumento de preço.

Não sei o que os vereadores pensam do decreto, muito menos os juristas, a OAB, o Ministério Público, os chamados “representantes do povo”.

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Luiz Antonio Mello
Luiz Antonio Mello
Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.
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7 thoughts on “Uber: decreto da prefeitura é retrocesso

  1. Não acho justo pois os proprietários de carros com placas de outras cidades podem estar residindo por aqui por motivos que não vem ao caso e outra o sol nasce pra todos e carros que foram recusados pela uber mesmo não sendo modelos novos também devem ter direitos desde que se encaixem na política da uber.

  2. Eu acho que os taxistas pode ficar com o carro por 10 anose porequer a uber não pode é os taxiita tem isenção de tarifas e podem comprar o carro com 40% de desconto e nos falamos aí vereador Rodrigo Neves VCI está proibindo de milhares de trabalhadores de de levar comida pra casa

  3. Esse decreto do governo de Niterói é inconstitucional, uma ação derruba fácil esse decreto, seria como proibir um brasileiro de um determinado Estado utilizar seu carro em outro Estado

    1. Leia a lei que passou em Brasília e venha falar algo ok?
      As prefeituras que irão ditar as normas sobre os apps.

  4. pense pelo outro lado, vai melhorar muito o trânsito, os usuários terão mais segurança ao entrar em um carro de aplicativo, e vai ficar bom para os motoristas que são moradores de Niterói, a única coisa que pode ser mudado é o tempo de uso do carro que poderia ser estendido para 8 ou 10 anos.

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