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Violência sem trégua no feriadão

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Mais um fim-de-semana violento em Niterói. O bar Big Point, na Rua Cinco de Julho, em Icaraí, sofreu o terceiro ataque de bandidos na noite de domingo (22/04), em menos de sete dias. Só que desta vez, um cliente do bar reagiu ao assalto e os ladrões fugiram a pé, abandonando um carro Mitsubishi que usavam. O novo Steak House, da Rua Nóbrega esquina com Cinco de Julho, também foi assaltado.

Na perseguição aos assaltantes do Big Point, um flanelinha que estaria correndo foi confundido com um bandido e teria sido atingido na Rua Nóbrega. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas ainda não há informações sobre o que houve e a gravidade.

Pelas redes sociais, dezenas de roubos a motoristas e pedestres de Norte a Sul de Niterói são relatados pelas vítimas. A 77ª DP (Icaraí) lidera o número de registros de roubos em geral, com uma alta de 55,1% neste trimestre em geral em relação ao mesmo período do ano passado. A delegada Raíssa Celles criou o Núcleo Especial de Combate a Roubos, com seis policiais responsáveis pela investigação de crimes dessa natureza, e também abriu um novo canal com a população pelo WhatsApp (96722-8152), para receber denúncias de crimes cometidos na região.

Niterói, que já foi capital do Estado do Rio de Janeiro, chegou ao limite da insegurança. Moradores têm medo de sair de suas casas, porque a bandidagem age livre e solta, a qualquer hora do dia e da noite, em todos os lugares, nas ruas, nas entradas dos edifícios, nos bares e restaurantes, nas lojas, nas portas dos colégios e até dentro das igrejas, como nos assaltos à  de São Judas e de São Francisco.

A cidade, já teve um contingente razoável de PMS no 12° Batalhão, carros suficientes e funcionando; delegacias operacionais, com seus policiais motivados, mas hoje Niterói chega ao fundo do poço em tudo. A PM tem poucos homens, poucas viaturas funcionando, policiais recebendo salários atrasados, e o que é mais triste, sem nenhuma perspectiva de melhora, diante do Estado falido e com a roubalheira campeando há anos.

E o mais grave, a bandidagem que fugiu do Rio e se abrigou em Niterói e São Gonçalo, continua aumentando cada vez mais sua tropa do lado de cá da baía de Guanabara, toda  vez que se inicia algum combate aos criminosos no Rio.

Quando o Governo anunciou a intervenção na área de Segurança no Estado do Rio, houve uma luz de esperança nesse outro lado da ponte, mas até agora não se viu nenhuma tropa alguma atravessando a Baía de Guanabara. O reforço tem que vir urgentemente, tomar conta da área, antes que mal maior aconteça na terra de Arariboia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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