
Fui visitar um amigo internado no Hospital Federal dos Servidores do Estado, na Gamboa, do outro lado da baía. Ali tive o privilégio de encontrar, saindo de uma enfermaria, com seu inseparável jaleco branco e acompanhado de dois residentes, o querido Dr. Lutegarde Vieira de Freitas — um verdadeiro salvador de vidas, que ali chefiou a cirurgia por mais de 30 anos.
Aos 83 anos, ele continua ativo como médico voluntário, indo ao hospital carioca às terças e quintas-feiras para participar das reuniões científicas e manter o prazer do ensino prático. Ele acompanha os residentes nas visitas aos pacientes, sempre transmitindo sua vasta e competente experiência adquirida ao longo de décadas de exercício de uma medicina humana.
Ele é de uma época em que os diagnósticos eram feitos sem a tecnologia avançada de exames que existe hoje, e em que se formava o Médico Geral: aquele que rodava nas diversas bases — Clínica, Cardiologia, Pediatria, Obstetrícia e Cirurgia — e saía apto a fazer de tudo. Muitos seguiam para atuar no interior do país.
A evolução científica da medicina trouxe avanços extraordinários em todas as suas ferramentas: na imagem, no laboratório, na cirurgia — como a robótica —, tornando-a muito mais cara. Somam-se a isso os medicamentos, também extremamente caros, aumentando a desigualdade no acesso a esses importantes progressos.
Lutegarde chegou jovem a Niterói, vindo de Laje do Muriaé. Formou-se na UFF em 1966. Fez residência no HUAP, onde aprendeu com o mestre José Hilário e se destacou na cirurgia geral. Com essa vocação, tornou-se professor e se aposentou como professor titular da UFF. Fez mestrado na Fluminense e doutorado na UFRJ. Seu legado inclui milhares de médicos formados, que hoje atuam em todo o país e no exterior.
É casado com Célia Maria, também cirurgiã geral. Há mais de 50 anos, ela ingressou no Orêncio de Freitas. Há 12 anos dirige, com dedicação incansável, o hospital do Barreto. Com seu jaleco branco, percorre diariamente as enfermarias para verificar se está tudo em ordem e oferecer apoio e carinho especial aos doentes.
Lutegarde e Célia Maria são duas figuras carismáticas, de dedicação exemplar e relevantes serviços prestados à saúde. Orgulham a terra de Araribóia e deveriam servir de exemplo para as novas gerações de médicos.

TIVE HONRA DE ATUAR COMO ANESTESISTA DO DR LUTEGARD P MAIS DE VINTE ANOS. CIRURGIÃO MAGISTRAL EM CULTURA E HABILIDADE TECNICA. COMO PESSOA UM SER HUMANO VOLTADO P CURA DO CORPO E DA ALMA DOS SEUS PACIENTES.
Em 1998 fui operado pelo Dr. Lutegarde e 2 anos depois, foi a vez de milha mulher e logo depois, outro amigo, depois mais um. No Rio as indicações recaiam no cirurgião de Niterói. O professor dos cirurgiões.
A minha cirurgia de vesícula teve somente 4 furos pequenos e a recuperação foi imediata, tanto que no dia seguinte fui a faculdade de Direito da UFF. E todos os relatos dos amigos, que passaram por Dr. Lutegarde, eram essa mesma experiência.
Uma simpatia de pessoa e um profissional de excelência.
Obrigado por nos trazer as memórias do nosso grande cirurgião.
Dr Lutegarde ensinou e formou muitos médicos, assim
Como eu.
Só tenho a agradecer a ele
Um exemplo para todos os médicos
A saúde precisa de mais “lutegardes”
Sou um das muitas centenas de Residentes do HUAP formado peoGrupo do Prof.Hilario. Lutegarde foi meu professor na Graduação, na residência e ainda como Acadêmico no Orencio. Sou paciente já operado por ele e seu auxiliar também. Atualmente, além do que a matéria enfoca, o Prof. Lutegarde participa virtualmente das Sessões Clínicas do Hospital Alberto Torres, do Rio de Janeiro, navdiscussao de casos médicos. Trabalhei também nos Hospihtais Huap e Orencio com Dra. Célia, onde ainda atuo sob a sua orientação técnica. Dois baluarte da Medicina
PARABÉNS Prof Lutegarde que tive o prazer e a honra de conviver no Hospital dos Servidores do Estado. Além de cirurgião Magistral um ser humano maravilhoso.
Que DEUS continue abençoando vocês