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Trânsito não anda, mas Niterói emprega sete para escrever ‘Táxi’ no asfalto

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Nittrans emprega sete homens para pintar no asfalto quatro letras indicando um ponto de táxi no bairro de São Francisco

O trânsito não anda, mas a prefeitura de Niterói emprega sete homens só para escrever ‘Táxi’ no asfalto. Uma equipe vestindo camisetas da Nittrans passou boa parte da manhã desta quinta-feira (10) caprichando na caligrafia. Enquanto um segurava o gabarito das letras, outro pintava e cinco assistiam de braços cruzados.

Estavam refazendo a sinalização de um ponto de três táxis, na Avenida Rui Barbosa, na esquina da agência do Bradesco, em São Francisco. Os carros de aluguel param ali em ângulo de 45° graus da calçada.

Os “pintores” traziam nas costas, além do nome da Nittrans a palavra “Sinalização”, indicando as suas especialidades pictóricas. Um vestia amarelo. Era o chefe. Outro, talvez mais graduado, usava camiseta diferenciada dos demais. Era da equipe da “sinalização semafórica”, especialista em sinais luminosos de trânsito.

Os sete homens são empregados da Ecomix, empresa contratada desde 2019 pela Nittrans para “prestação de serviços de apoio, conservação, manutenção e operacionalização no monitoramento e na área de engenharia de tráfego na cidade de Niterói”. Este ano, o contrato recebeu novo aditivo de R$ 11 milhões.

A NitTrans – Niterói Transporte e Trânsito – é uma sociedade de economia mista de personalidade jurídica de direito privado. Tem como acionista majoritário o Município de Niterói. É responsável pelo planejamento e gerenciamento técnico-operacional do sistema de transportes e trânsito e do sistema viário da cidade. Isto está custando aos cofres públicos, este ano, R$ 47,7 milhões.

Somente com a Ecomix, a Nittrans tem empenhados 21,7 milhões de pagamento a ser feito com a receita dos royalties do petróleo, recebidos por Niterói. A empresa de trânsito municipal emprega 49 servidores, todos chefes, coordenadores ou diretores, além do presidente. A folha mensal chega a R$ 300 mil.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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