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Steak House serve a última saideira

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O tradicional Steak House, na véspera de completar um ano reaberto  por um grupo de funcionários e pelo dono Elton Furrier, não conseguindo quitar as dívidas passadas e pagar os compromissos do dia a dia, resistiu ao limite máximo, mas acabou fechando definitivamente as portas no domingo.

O bar e restaurante que fora o ponto alto da boemia niteroiense na Gavião Peixoto, em Icaraí, apesar dos esforços do proprietário e de seus funcionários, nesse período de resistência no último ano, não voltou a ter o mesmo movimento, mas o aluguel permanecia alto (R$ 30 mil), assim como as contas de luz e água (cerca de R$ 20 mil, cada) subiam cada vez mais.

— A carne, o nosso produto principal, subiu assustadoramente, tal e qual os encargos sociais e impostos. Com isso, não há casa que resista — disse um garçom  que trabalhou ali por 25 anos.

Somado a tudo isso, continuou o garçom, “a freguesia estava sumida, uns dizem que foi por causa da crise econômica que atingiu o Estado, atrasando o pagamento dos funcionários, e outros culpam a inseguranca, que afugentou os clientes da noite e da madrugada, que eram o forte de nosso faturamento”.

O Steak durante mais de quatro décadas, foi o ponto da boemia e das confraternizações. Ficou conhecido pela quantidade e variedade de carnes, pela cerveja sempre gelada e por ficar aberto até altas horas.

Com o fim do Steak se encerra um ciclo da história da noite niteroiense, que tinha no bar um lugar onde casais se enamoraram, políticos alinhavaram acordos e empresários fecharam negócios, além de histórias curiosas que aconteciam depois de alguns copos de chope, como a de um cliente que esqueceu as muletas na mesa é só apareceu para buscá-las no dia seguinte.

Agora, provavelmente o Steak dará lugar à décima sexta farmácia da Rua Gavião Peixoto, que já abriga 15 delas entre Miguel de Frias e Otávio Carneiro.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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