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Niterói perde Maria Yvonne, grande baluarte da Educação em Niterói

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A educação niteroiense sofre uma grande perda com a morte de Maria Yvonne Valladares do Amaral, domingo (17/05), no CHN, onde estava internada há 100 dias. O corpo vai ser cremado na Cemitério do Caju, no Rio.

A bonita morena, quando veio muito jovem de Araruama para estudar no Liceu Nilo Peçanha de Niterói, já tinha vocação para o magistério. Ali foi professora e diretora por 14 anos, responsável pela grande transformação da tradicional escola fundada em 1847.

Formada em história e geografia, com uma vida inteira dedicada à sala de aula, começou a carreira no Plínio Leite, depois nos colégios públicos Leopoldo Fróes, Guilherme Brigs e Liceu, este a sua grande paixão, vivida intensamente. Ela tinha o Liceu como sua segunda casa. Chegava cedo pela manhã e só saía tarde da noite. Mais adiante, passou a atuar no Conselho Estadual de Educação.

Reformou o colégio várias vezes, construiu e ampliou salas, criou o Centro de Línguas, além de ser uma mãe, praticando sempre o amor ao próximo, abrindo sua bolsa na ajuda alunos na compra de uniformes, livros, lanches, passagens, conforme depoimento de professores.

Elegante, sempre de sapato alto, irradiava inteligência e simpatia, abrindo as portas de todos os gabinetes em busca de apoio e recursos para o Liceu.

Maria Yvonne, continuou atuando na Educação, mesmo com sua incursão na política, como vereadora de 92 a 96.

Casou com o clínico e endocrinologista Mário Amaral, formando um par simpatissíssimo da nossa sociedade. Deixou três filhos,  o engenheiro Mário, o professor Eduardo e o médico Ricardo.

O Liceu formou gerações de alunos hoje nas mais diversas atividades e profissões. Dentre outros, o escritor Lima Barreto; o jornalista Irineu Marinho, fundador de O Globo; ex-governador Roberto Silveira; economista Carlos Langoni, ex- presidente do Banco Central; cantor Ronie Von; ator e dublador Ricardo Bardavid; e o antropólogo Rubem Cesar Fernandes.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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