De acordo com a portaria de instauração do inquérito, faltando apenas cinco dias para a realização da consulta pública, o Município de Niterói contratou a empresa IAN, com dispensa de licitação. O documento ressalta que não havia qualquer surpresa quanto à data da realização da votação, nem quanto à necessidade de contratação de uma empresa para realização da consulta pública.
O MPRJ requisitou cópia do processo administrativo para verificar a presença ou não dos requisitos para a contratação direta que, caso inexistentes, podem configurar prática de ato de improbidade administrativa e consequente anulação do contrato.
No plebiscito de domingo 70% dos votantes deram um “não” ao armamento da Guarda Municipal de Niterói. Apenas 5.480 (28,9%) votaram “sim”, contra 13.478 votos “não” e 32 anularam o voto. O comparecimento às urnas não era obrigatório e, assim, dos 371.736 eleitores do município, somente votaram 18.990 numa eleição em nada parecida com as organizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cheia de falhas que causaram grandes filas e atrasos nos locais de votação.
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