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Morre Nedio Mocelin, ícone da gastronomia niteroiense e carioca

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Nedio Mocelin era conhecido por sua atenção especial ao atendimento dos clientes

Niterói e Rio de Janeiro estão de luto pela perda de Nedio Mocelin, uma figura marcante no cenário gastronômico da região. Ele era conhecido pelo seu trabalho incansável e sua dedicação, morreu tragicamente aos 62 anos. O sepultamento e velório ainda não foram divulgados

O incidente ocorreu logo após Mocelin sair de sua churrascaria na Ilha do Governador, acompanhado de dois colegas, com destino à casa do jogador Neymar, em Mangaratiba, onde planejavam um almoço. Poucos metros após deixar o estabelecimento, ele desistiu da viagem, desceu do carro e, ao tentar atravessar a movimentada Estrada do Galeão para retornar, foi atropelado por uma motocicleta.

Nascido no Rio Grande do Sul, Mocelin dedicou mais de quatro décadas de sua vida ao trabalho, desde que deixou Nova Bréscia. Em abril de 1982, ele inaugurou o Porcão em São Francisco, um estabelecimento que se tornou referência no rodízio de carnes.

Ele se orgulhava de ter formado profissionalmente diversos conterrâneos que se tornaram empresários no ramo. Um exemplo disso são os irmãos Roberto e Rudnei, donos do Família Paludo, restaurante que serve também uma comida de qualidade e de dar água na boca. Os dois lamentaram profundamente a perda irreparável de Nedio:

_ Era um segundo pai e querido amigo que, além do convívio de trabalho por anos, foi o grande mestre da nossa carreira. Ele teve a grandeza de nos incentivar a montar nosso próprio negócio. Só nos resta chorar e rezar por sua boníssima alma – disse Rudnei.

A trajetória da família Mocelin na gastronomia começou em 1975, com a inauguração da Churrascaria Rio Grande do Sul na Avenida Brasil, que logo ganhou o apelido de Porcão devido aos porquinhos que anunciavam o supermercado ao lado. Em 2012, a rede de churrascarias foi renomeada para Mocellin, em homenagem ao tradicional sobrenome da família sulista.

Nedio Mocelin era conhecido por sua atenção especial ao atendimento dos clientes, sempre garantindo uma mesa em seus restaurantes, que frequentemente estavam lotados. Sua partida deixa saudades e um legado de bons exemplos na terra de Arariboia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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