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Morre Antonio José Barbosa, presidente da OAB Niterói em quatro mandatos

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Antonio José ao receber do TRT-1a Região a Medalha do Mérito Judiciário

Antonio José Maria Barbosa da Silva, ou simplesmente Toninho da OAB, faleceu no hospital CHN, em Niterói, na noite dessa quarta-feira (29/06), um dia após completar 84 anos. O velório será na capela 4 do cemitério Parque da Colina, das 14h às 16h de hoje (30/6).

Eleito por quatro vezes seguidas presidente da OAB Niterói, o advogado e jornalista era um homem de hábitos simples. Gostava dos momentos em que reunia ao lado da mulher, a juíza do Trabalho Maria Bernadete Miranda Barbosa da Silva, sua grande família (quatro filhos, nove netos e um bisneto). Depois ele mesmo ajudava a lavar a louça do jantar.

No trabalho ou na administração da maior subseção da Ordem dos Advogados no Brasil, que tem cerca de 14 mil inscritos, ele era um perfeccionista. Exigia o cumprimento de cada meta, de cada tarefa executada pelos colaboradores com a pertinácia de quem quer sempre o melhor resultado.  Mas com seu jeito bonachão e risonho, ao contrário de parecer um chefe obstinado, ele era chamado carinhosamente de Toninho pelos colegas.

Antonio José começou como jornalista do Diário de Notícias, depois foi para os jornais Última Hora e O Fluminense. Formado também em Direito pela UFF, começou a exercer a advocacia no escritório do irmão, renomado profissional em Niterói, Celestino da Silva Junior, até anos após montar a sua própria banca, hoje comandada pela filha Germana Maciel.

“A Cesar o que é de Cesar” era sua citação preferida, assim como também admirava Winston Churchill, o líder que não deixou a Inglaterra se curvar ante a fúria invasora de Hitler. Ao longo de doze anos à frente da OAB Niterói, Toninho transformou a 16ª Subseção da OAB-RJ, que deixou de ser uma mera distribuidora de carteiras da Ordem a novos estagiários e advogados, tornando-a um grande centro prestador de serviços para a classe.

Toninho criou a escola de inclusão digital para inserir os profissionais do Direito, principalmente os mais idosos, nos segredos da informática. Também ampliou o espaço dos escritórios compartilhados para atender advogados em trânsito na cidade ou àqueles que não dispõem de espaço próprio para receber os clientes; lançou um programa de saúde itinerante, com enfermeiras percorrendo os fóruns da cidade para medir a pressão arterial e as taxas de glicose de advogados; e modernizou as instalações da Casa do Advogado.

No final dos anos 90, ele presidiu a Afat (Associação dos Advogados Trabalhistas Fluminenses) e a projetou nacionalmente com a edição de um jornal mensal que publicava fatos relevantes para os advogados trabalhistas. Em 2004 foi vice-presidente da OAB Niterói e em 2007 elegeu-se presidente pela primeira vez. Nos doze anos seguintes ampliou os serviços oferecidos à categoria e lutou com garra pela defesa das prerrogativas da classe.

Toninho não deixou um fórum sequer sem uma Sala dos Advogados, mantida pela OAB Niterói e equipada com mesas, computadores, internet, cafezinho e água gelada. Instalou importantes comissões como a da Mulher, Direito do Consumidor e Meio Ambiente. Conquistou a instalação de agências bancárias e atendimento exclusivo para advogados receberem alvarás. Criou com o amigo jornalista Gilberto Fontes os jornais Afat Notícias e o OAB Notícias os quais, por mais de 20 anos, mantiveram os advogados informados sobre o mundo jurídico.

Lutou para a aprovação e instalação do novo Fórum da Justiça Federal na Avenida Amaral Peixoto, cujo projeto está aprovado pelo Governo Federal. Defendia a ideia de transformar a principal avenida do Centro de Niterói em um Corredor Judiciário, com a presença dos fóruns estadual, federal e trabalhista.

Simpático e sempre falando baixo, Antônio José foi bastante reconhecido por sua gestão destacada à frente da OAB. Recebeu 103 homenagens, entre placas, troféus, moções e medalhas entregues pelas mais diversas instituições representativas da sociedade fluminense.

Toninho, figura boa e do bem veio de Santa Maria Madalena, na Região Serrana fluminense, para deixar com seu jeito especial a sua marca e saudade na terra de Arariboia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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