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Médicos niteroienses celebram o centenário do mestre Ivo Pitanguy

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Eline Nacif e o doutor Eduardo Duarte no jantar de gala do Copacabana Palace

Muitos discípulos niteroienses, como Eduardo Duarte, dirigente médico do CHN, na foto acompanhado da esposa Eliane Nacif, atravessaram a ponte para homenagear a memória do consagrado mestre Ivo Pitanguy, que faria 100 anos de nascimento. Na noite de quinta-feira (6), celebraram o legado do patrono da cirurgia plástica brasileira durante jantar de gala no Copacabana Palace, ponto alto do Congresso Internacional do Centenário, realizado pela Associação dos ex-alunos do Professor Pitanguy.

É sempre bom lembrar a eterna gratidão que Niterói tem pelo imortal cirurgião plástico. Em dezembro de 1961, Pitanguy atravessou de barca a baía de Guanabara para se juntar a um abnegado grupo de residentes e de médicos da cidade. O incêndio do Gran Circus Norte-americano havia feito centenas de queimados. Na época da tragédia, o Hospital Antonio Pedro estava fechado por falta de recursos da prefeitura de Niterói. Foi reaberto às pressas pelos próprios médicos para receber os feridos e Pitanguy com mais uma dezena de colegas voluntários ajudou a salvar muita gente com seu trabalho.

Hoje, o hospital municipal que foi entregue à gestão da Universidade Federal Fluminense está com o pronto-socorro fechado para a população há mais de seis anos atendendo somente a casos referenciados de alta complexidade, e mesmo assim, com recursos materiais e humanos reduzidos.

A melhor homenagem que Niterói e a UFF poderiam prestar a Pitanguy seria o pleno funcionamento do Antonio Pedro, inclusive dando o nome do consagrado cirurgião plástico a um Centro de Queimados.

A Coluna aproveita a oportunidade para reverenciar também a memória dos doutores que colocaram o jaleco branco naquele momento de tanta dor e sofrimento, mas que hoje descansam no reino do céu, e homenagear os que ainda estão vivos dizendo-lhes que são imortais da Academia da Gratidão da terra de Arariboia, sem citar nomes para não cometer injustiças.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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