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Jornalista lança em Niterói livro que desvenda disputas pelo ‘Aurélio’

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Cezar Motta conta os bastidores da criação do dicionário mais vendido no país

As intrigas e as disputas que marcaram a produção do Dicionário Aurélio estão contadas no livro “Por trás das palavras”, que o jornalista Cezar Motta vai lançar neste sábado (3) em Niterói, durante tarde de autógrafos no Clube Central, em Icaraí, a partir das 17h.

– Hoje, não se tem ideia do que é construir um dicionário. O Aurélio levou mais de dez anos para ficar pronto e, a partir de 1975, quando foi lançado, tornou-se obrigatório em escolas, redações, escritórios de advocacia, residências, gabinetes oficiais e até consultórios médicos – diz Cezar Motta, nascido em Niterói, formado em Jornalismo pela UFF e que atualmente vive em Brasília.

Editado pela Máquina de Livros durante a pandemia, mas somente lançado agora de forma presencial pelo autor niteroiense, o livro “Por trás das palavras” é essencialmente o relato de uma grande aventura, que tem como pano de fundo a dinâmica da produção da mais ambiciosa obra de referência do país. O “Aurélio” se transformou no maior best-seller brasileiro de todos os tempos, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos.

Num trabalho de reportagem minucioso, Cezar Motta colheu depoimentos de gente que esteve na linha de frente do dicionário e construiu uma narrativa sensível, que muitas vezes lembra um romance, não fossem os personagens absolutamente reais.

São escritores, acadêmicos, editores, jornalistas, políticos e empresários, um painel da intelectualidade do país, que participou ou testemunhou os dois momentos determinantes de Aurélio Buarque de Holanda e de sua equipe: a incansável busca por recursos para financiar o projeto – lançado em 1975 – e, mais tarde, a acirrada disputa pelos milhões gerados pelo sucesso de vendas.

Dos relatos emerge a figura de um Aurélio romântico, um caçador de palavras sem compromisso com prazos e custos. Também a de um homem preguiçoso, desorganizado e, por vezes, ardiloso, que desdenha do esforço de seus colaboradores. Todos, no entanto, reconhecem a genialidade do Mestre, como era conhecido, e sua cultura, memória e erudição. Um dos grandes, se não o maior filólogo do Brasil, de carisma inquestionável e membro da Academia Brasileira de Letras desde 1961.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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