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Gérson Nunes – eterno Canhotinha de Ouro – completa 85 anos bem vividos

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Gérson Nunes: Craque, líder e inspiração para gerações por seus passes perfeitos e seu caráter

As ruas de Niterói deveriam estender um tapete verde para homenagear o filho da terra de Araribóia: Gérson Nunes, tricampeão mundial e um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, acaba de completar 85 anos de vida. Dono de uma carreira esportiva brilhante e de uma história de vida respeitável, Gérson é um ícone eterno.

A nova geração apaixonada pelo esporte mais popular do mundo tem a oportunidade, através de vídeos, de rever Gérson, o Canhotinha de Ouro, com seus passes longos e milimetricamente precisos, além dos chutes certeiros que encontravam o ângulo exato do gol.

O time tricampeão mundial de 1970 era uma verdadeira orquestra, com pés imbatíveis: Pelé, Jairzinho, Gérson, Clodoaldo, entre outros, harmonizados sob a liderança do capitão Carlos Alberto Torres e o comando de Zagallo.

Gérson nasceu craque. Lembro da participação do Canto do Rio nos primeiros Jogos Infantis, quando ele já se destacava na equipe de futebol que se sagrou campeã da concorrida promoção do Jornal dos Sports. O colunista, por sua vez, era apenas reserva da equipe de basquete, que ficou sem título.

Sempre dedicado, Gérson levou a carreira a sério desde os treinos, suando a camisa e caprichando em cada jogada. Fora dos gramados, é um chefe de família exemplar, casado com Maria Helena e morador por toda a vida de uma casa em São Francisco.

Sua trajetória começou no São Domingos, passando depois para o vizinho Canto do Rio. Atravessou a Baía e profissionalizou-se no Flamengo em 1959, onde permaneceu por quatro anos e conquistou títulos, entre eles o Carioca de 1963. Depois, foi para o Botafogo, onde jogou ao lado de Garrincha, conquistando o Campeonato Brasileiro e os Cariocas de 1967 e 1968. Seguiu para o São Paulo, onde foi bicampeão paulista em 1970 e 1971. Encerrou a carreira no Fluminense, seu clube do coração, vencendo o Carioca de 1973, quando pendurou as chuteiras — mas manteve a fama.

O legado de Gérson vai além do futebol. O Instituto Canhotinha de Ouro, projeto social criado pelo ex-jogador em Niterói (RJ), oferece inclusão e desenvolvimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, usando o futebol e atividades educativas como ferramentas. O instituto já atendeu milhares de jovens com esporte, aulas, atendimento odontológico e pedagógico em diversos bairros da cidade. Presidido por Patrícia Nunes Bizzoto, filha do craque, a iniciativa já formou mais de 20 mil alunos e hoje atende cerca de 1.200 jovens em núcleos espalhados por Ponta d’Areia, Engenhoca, Barreto, Jurujuba, Largo da Batalha, Maruí Grande, Santa Bárbara, Piratininga e dois no Caramujo.

Gérson é mais que uma estrela do futebol brasileiro: é orgulho dos niteroienses. Personagem de muitas histórias, conquistas, emoções, gols e passes certeiros, tinha o hábito de fazer o sinal da cruz antes de cada partida, pedindo a proteção de Deus. E teve.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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