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Covid-19 assusta turma do racha de basquete, do Country Club Niterói

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A turma do racha do basquete, que todas as quartas à noite e domingos pela manhã, se reúne no Country Club Niterói, em Pendotiba, paralisou a atividade diante da necessidade de isolamento social para evitar a disseminação do coronavirus. São homens entre 60 anos e até mais de 80 anos, agora enlutados pela perda de um dos membros, o querido amigo Paulo Figueiredo, primeira vítima fatal do coronavirus em Niterói.

Paulo Figueiredo na arquibancada do ginásio do Country

Cinco dias antes de falecer, Figueiredo esteve na quadra do Country, mas não jogou. Preferiu o bate-papo regado a cervejinha e Mineirinho com os amigos. Embora o Hospital Icaraí relatasse em seu boletim médico que Figueiredo teria contraído a virose de um parente que chegara do exterior, um dia após sua ida ao clube, a turma do racha recebeu recomendações médicas para permanecer em suas casas. Somente deveriam procurar um hospital em caso de alguma emergência, por serem todos da faixa de alto risco.

Paulo Figueiredo, advogado respeitado e prestativo era um homem de bem com a vida, sempre alegre. Os amigos, impossibilitados de comparecer ao sepultamento, querem homenageá-lo dando seu nome a uma dependência do Country, assim que acabe o período de confinamento compulsório.

Celeiro do basquete

Niterói sempre foi um celeiro de grandes jogadores de basquetebol. A cidade abastecia os clubes cariocas. Kanela, o maior treinador do Rio e do Brasil, atravessava a barca para o lado de cá em busca de craques para reforçar a equipe do Flamengo, imbatível naquele tempo.

Uma lenda que participava dos rachas, foi Fernando Brobó, campeoníssimo pelo Flamengo, campeão mundial no Chile em 1960 e medalha olímpica em Roma em 1959. Outra expressão, foi Guguta, com vários  títulos, mas consagrado mesmo porque, na decisão de 1955 no Maracanãzinho, fez a cesta que garantiu o título Carioca ao Flamengo, contra o Sírio Libanês, nos segundos finais da partida. Foi tanta emoção que o presidente do clube, Gilberto Cardoso, enfartou na hora. Em sua homenagem, o mais conhecido ginásio esportivo do Brasil recebeu o nome do presidente do Flamengo.

Outros craques marcaram época e muitos ainda suam a camiseta clássica do esporte da cesta, matando a saudade dos bons tempos e mantendo a confraternização esportiva e a amizade que os une até hoje.

Sem obedecer a uma ordem de conquistas de títulos, seguem os nomes de alguns desses niteroienses. Se faltar alguém que o leitor se lembre, por favor acrescente nos comentários. São eles: Artur, os irmãos Iso, Lula e Carlos Augusto Coimbra de Melo, general Cury, Guilherme Eurico, Mário Lécio, Rogério Toro, Aurélio Tomassini, Tude, Carlos Bacelar, Luiz Henrique Monassa, Haroldo Hayres, Sérgio Bocão, Alfredinho da Fiat Lux, Franklin Pimentel, Ronaldo Goldoni, Esquerdinha, Luiz Felipe, Vinagre, Jordão, os irmãos Jorge Nilton e Chocolate, Eduardo Caminha, Marcelo Salgueiro e muitos outros.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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