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Bolsa Família sobe; desemprego também

Escrito por Gilberto Fontes às 13:05 do dia 1 de maio de 2016
Sobre: 1° de Maio
01maio

 

(*atualizado às 19h30m, 01/5/16)

EFila-emprego3ste 1° de maio é um dos mais tristes do país governado há 13 anos pelo Partido dos Trabalhadores. O Dia do Trabalho não tem muito que comemorar hoje graças ao PT. O Brasil está com uma taxa de desemprego de 10,9%, que atinge 11 milhões de pessoas, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As crises política e fiscal provocaram a perda de 1,85 milhão de vagas formais nos últimos em 12 meses, de acordo com os números de março do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje à  tarde, em ato promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, o reajuste de 9% para os beneficiários do Programa Bolsa Família – o aumento entrará em vigor ainda em 2016. Anunciou também correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para o próximo ano; a contratação de, no mínimo, 25 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida e a extensão da licença-paternidade de cinco para 20 dias aos funcionários públicos federais.

Temendo um panelaço, a presidente Dilma Roussef, envolvida em um processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados, troca o tradicional pronunciamento de 1° de Maio em cadeia nacional de rádio e TV por mensagens distribuídas pela internet por canais oficiais da Presidência da República.

Nos cinco pronunciamentos que já fez à nação no Dia do Trabalho, em 2011 Dilma surfava numa onda de euforia com a taxa de desemprego de 6% (a mais baixa desde 2002). Ela destacava o “crescimento do emprego e da renda, com economia sólida, e pleno de esperança no futuro”. E acrescentava: “É hora de olharmos com carinho todo especial para nossos irmãos que ainda não entraram no mercado de trabalho”.

Em 2012, a presidente criticou as taxas de juros dos bancos, afagando a classe média endividada pela compra de bens a que fora estimulada pela política governista. Disse ela: “Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantem estável e maioria esmagadora dos brasileiros honram com presteza e honestidade os seus compromissos. (…) A Selic baixa, a inflação continua estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem”.

Em 2013, Dilma garantia que seu governo iria continuar “sua luta firme pela redução de impostos e pela diminuição dos custos para o produtor e o consumidor, mesmo que tenha que enfrentar interesses poderosos”.

Em 2014, foi enfática ao garantir que a inflação continuaria “rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que aqueles que defendem o quanto pior melhor”.

Cerca de um ano depois dos protestos que levaram multidões às ruas das capitais e principais cidades brasileiras, Dilma parecia uma professora em seu pronunciamento à nação feito dia no 1° de Maio de 2015, explicando que, por estar o Brasil vivendo em plena democracia, teríamos “que nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores. Temos que reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais da nossa população”.

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Gilberto Fontes
Repórter do cotidiano iniciou na Tribuna da Imprensa, depois atuou nos jornais O Dia, O Fluminense (onde foi chefe de reportagem e editor), Jornal do Brasil e O Globo (como editor da Rio e dos Jornais de Bairro). É autor do livro “50 anos de vida – Uma história de amor” (sobre a Pestalozzi), além de editar livros de outros autores da cidade.
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