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Barcas, com horário reduzido, circulam lotadas durante o pico da pandemia

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Pelo alto-falante, a CCR Barcas informa aos passageiros que, para atender normas do governo estadual de combate à pandemia, a travessia Rio-Niterói passou a ser feita de hora em hora. Mas apesar de o país registrar um novo pico da Covid, com 1.726 mortos nesta terça-feira (02/03), o que se via era muita aglomeração (foto) na estação e no acesso às embarcações, que saiam lotadas, com passageiros em pé.

Antes das mudanças, as barcas deixavam as estações de 15 em 15 minutos nos horários de pico e de uma em uma hora à tarde (a partir das 10h30m). Os novos horários, que prejudicaram os usuários e aumentaram o risco de contaminação, foram autorizados pela Secretaria de Transportes do Estado e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias (Agentransp). Os catamarãs da linha de Charitas continuam parados.

– Cheguei na Estação Araribóia às 9h55m para pegar a barca das 10h. O bilheteiro me informou que a próxima lancha, a Ingá II, só sairia às 10h30m. O embarque foi um horror de aglomeração, inclusive entre os idosos que têm preferência no embarque. Um absurdo reduzir os horários em plena pandemia – lamentou a funcionária pública Priscila Montenegro. Ela mora no Fonseca, trabalha no Centro do Rio e disse que vai denunciar o problema ao Ministério Público do Rio e ao Procon.

As cenas de aglomeração no embarque se repetiram dentro da Ingá II e na volta de Priscila para casa, no fim da tarde. As saídas das estações da Praça Quinze e da Praça Arariboia passaram para intervalos de 30 minutos das 5h30m às 9h e das 16h às 18h. Aos sábados, domingos e feriados o intervalo é de uma hora.

A aglomeração foi facilitada pela autorização da Secretaria de Transportes de permitir a lotação completa das embarcações (antes eram proibidos passageiros em pé). O estado alega que autorizou a mudança porque houve uma queda de 75% no número de passageiros devido à pandemia.

Na estação dos catamarãs de Charitas, até o flutuante de embarque e desembarque foi retirado pela CCR Barcas. O local está fechado desde o ano passado, sem previsão de retorno, nem mesmo em horários reduzidos. Sem o serviço, a estação do BHLS (terminal de ônibus) caiu em desuso. A garagem subterrânea de Charitas, que foi construída sob protestos dos moradores, também perdeu a serventia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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