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Niterói se torna polo de cirurgia robótica para câncer de esôfago

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O cirurgião Flavio Takeda é um dos poucos especialistas no Brasil habilitados para realizar a esofagectomia

Avanços na cirurgia robótica aliados à expertise de um reconhecido cirurgião ampliam a esperança para pacientes com câncer de esôfago atendidos pelo Niterói D’Or. O hospital vem se destacando como referência em procedimentos de alta complexidade, especialmente no tratamento desse tipo de doença. Desde abril, com a expansão do programa de cirurgia robótica, mais de 100 procedimentos de alta complexidade já foram realizados, trazendo novas perspectivas para pacientes que enfrentam quadros graves.

Entre os profissionais que integram essa nova fase está o cirurgião Flavio Takeda, um dos poucos especialistas no Brasil habilitados para realizar a esofagectomia — cirurgia que consiste na retirada total ou parcial do esôfago, indicada em casos avançados da doença. Reconhecido nacionalmente por sua atuação na área, Takeda agora atende também no Niterói D’Or, ampliando o acesso a tratamentos de ponta na região.

Embora o câncer de esôfago seja considerado um dos tipos mais agressivos, os avanços tecnológicos têm contribuído para melhorar os resultados cirúrgicos e a recuperação dos pacientes. A cirurgia robótica, por exemplo, permite maior precisão e menor impacto no corpo, mesmo em procedimentos que envolvem áreas delicadas como o abdômen, tórax e pescoço.

“O esôfago é como um tubo que passa por várias regiões do corpo. Quando há um tumor, é preciso isolá-lo com muito cuidado, respeitando todas as estruturas ao redor. A robótica nos dá mais segurança e controle nesse processo”, explica Takeda.

O hospital também oferece uma linha de cuidado especializada para diagnóstico e acompanhamento de doenças esofágicas, com exames como phmetria e manometria esofagiana, realizados pela gastroenterologista Beatriz Biccas, professora titular da UFF.

Segundo dados do INCA, o câncer de esôfago é o sexto mais comum entre os homens e o 15º entre as mulheres no Brasil, com cerca de 11 mil novos casos por ano. Fatores como tabagismo e obesidade aumentam significativamente o risco, e os sintomas iniciais costumam ser confundidos com refluxo, o que dificulta o diagnóstico precoce.

A boa notícia é que, com profissionais experientes e tecnologia de ponta, o Niterói D’Or se posiciona como um centro de excelência no cuidado com o esôfago, oferecendo mais chances de tratamento eficaz e qualidade de vida aos pacientes.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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