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Baiana retorna com seu tabuleiro à feira do Campo de São Bento, em Niterói

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Cida com seus quitutes baianos está de volta ao Campo de São Bento, em Icaraí

Cida Baiana comemora 50 anos de acarajé em Niterói. No dia 29 ela estará de volta ao Campo de São Bento, depois de um breve recesso desde o Natal. Ali, desde 1984 conquista extensa freguesia na barraca que fica após a Praça Paulo Gustavo, à esquerda de quem entra pela Avenida Roberto Silveira.

É tanta guloseima que fica difícil escolher. A começar pelas cocadas: tem a puxa baianinha (servida em pote), branca mole, preta, mesclada e branca; e mais, doce de abóbora com coco, cuscuz de tapioca, pé de moleque, bolos de aipim, milho e o bolinho de estudante feito de tapioca e coco, na brasa; além do famoso lelê, com canjiquinha, bem úmido e com consistência granulosa, e queijada assada na casca do ovo.

Cida é uma mulher porreta, que saiu de casa com 20 anos para trabalhar na Feira do Nordeste, em São Cristóvão. De lá veio para Niterói abrir o restaurante Moendas, de pratos nordestinos, na Moreira César. Em 1984, instalou o primeiro tabuleiro no Campo de São Bento, de onde nunca mais saiu.

Iracilda Diniz, seu nome de batismo, toca vários instrumentos. É consultora da TV Globo para assuntos do Nordeste, especialmente para a produção de novelas com temas baianos. Ela assina o cardápio, a roupa e até ensina o sotaque da terra de Caetano, Gil e Jorge Amado.

Fez curso de Aperfeiçoamento da Cozinha Brasileira, nos Senac do Rio e de Salvador. “Comecei usando as receitas da minha avó e criei as minhas. Virava a noite cozinhando. E ainda tomei muito banho de salsa para me dar sorte”, relembra Cida.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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