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A Banda do Central e a memória de Gugu

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O animado doutor Carlos Augusto era figura de destaque tanto na Banda do Central quanto no bloco do seu Projeto Gugu

A tradicional Banda do Central desfila neste domingo (8), na Praia de Icaraí, com concentração às 11h30m em frente ao clube, como faz há mais de 50 anos. A propósito, a Coluna relembra a história de um animado folião: Carlos Augusto Bittencourt Silva, o Gugu. Figura encantadora de Niterói, era médico de atuação destacada na saúde e homem público. Falecido há mais de dez anos, ainda não teve o devido reconhecimento oficial.

Em um dos desfiles, tudo estava pronto para o samba começar quando o telefone do clube tocou: um grave acidente com múltiplos feridos exigia a presença do chefe da Emergência do Hospital Antônio Pedro, o doutor Carlos Augusto Bittencourt Silva. Na ala de Gugu, havia muitos médicos e enfermeiros. Sem perder tempo, todos seguiram para o hospital fantasiados, vestindo jalecos sobre as roupas azul e branco. Um paciente, ao ver a cena, acreditou estar delirando: “Estou num baile de carnaval”, disse à enfermeira.

Carinhosamente chamado de Gugu, Carlos Augusto Bittencourt Silva dirigiu o Pronto-Socorro do Antônio Pedro por duas vezes, foi chefe do Serviço de Ortopedia e depois diretor do hospital. Professor da UFF, formou gerações de especialistas espalhados pelo Brasil. Fundou com colegas o Centro Ortopédico São Lucas, pioneiro em Niterói, e presidiu a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Foi vereador, fundador da Andef, incentivador do alterofilismo e das corridas de rua na cidade, promovendo circuitos nacionais.

Criou o Jornal do Médico da AMF e, em 1995, lançou o Projeto Gugu, que oferecia aulas gratuitas para idosos em espaços públicos. O projeto chegou a 40 núcleos — 37 de ginástica, dois de dança e um coral — reunindo cerca de 2.500 participantes.

Está na hora de colocar o Bloco do Gugu na rua e pedir às autoridades municipais, do Executivo e Legislativo, que reconheçam publicamente o legado de Carlos Augusto Bittencourt Silva, que tanto fez pela terra de Araribóia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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