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O Estado do Rio tem salvação?

Escrito por Luiz Antonio Mello às 08:03 do dia 24 de agosto de 2019
Sobre: Vergonha nacional
24ago

Décadas seguidas de populismo perverso, extremo, inominável; cinco governadores que comandaram o estado nos últimos 20 anos foram detidos e dois permanecem presos por corrupção.

É gritante a quantidade de empresas que fogem do RJ por causa principalmente da insegurança e da exorbitante carga de impostos; tráfico e milícia se tornaram exércitos poderosos, ostentando armas de guerra como fuzis e dominam todo o estado, inclusive, o interior.

A Petrobrás fica no RJ mas aqui os combustíveis estão entre os mais caros do país; o custo de vida no RJ é também um dos mais altos; a inflação e o desemprego idem; a ocupação desordenada de todas as idades do Estado por sub moradias (até em área de proteção ambiental) e a explosão populacional descontrolada agravam a já caótica questão social e ambiental.

Resta a pergunta: o Estado do Rio tem salvação?

O presidente da república, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores, todos eles, foram escolhidos pela população. Não houve imposição, golpe de estado. A maioria dos fluminenses elegeu esse modelo de gestão e é baseado nisso, nesse cheque em branco que as urnas entregaram, que os governantes promovem a devastação tranquilamente.

O Estado do Rio, que já foi a capital do país, tornou-se vergonha nacional, principalmente na dinastia de Sergio Cabral que assaltou o Estado à luz do dia. O mandato do governador Wilson Witzel completou oito meses sem que tenha melhorado a grave questão do massacre de impostos, a saúde, estradas, agricultura, política de fortalecimento do interior do Estado, turismo.

A voracidade das invasões de áreas ambientais protegidas aumentou, o crescimento das milícias é notório e a cultura, bem, a cultura, para não variar, é um zero a esquerda no projeto de governo.

O Estado do Rio tem salvação?

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# Um niteroiense que vive fora do país há mais de 30 anos, voltou a cidade esta semana. Comentou com amigos estar horrorizado com o crescimento das favelas na cidade. “Fiquei chocado quando vi o Preventório. Nunca imaginei que atingiria aquelas proporções”.

# Por causa da violência extrema, motoristas de aplicativos estão recusando corridas para São Gonçalo a qualquer hora do dia e da noite. Muitos desses motoristas moram lá.

# Leitores dizem que o Programa Niterói Presente melhorou a sensação de segurança em Icaraí, São Francisco e Santa Rosa.

# O que se comenta em Brasília é que com a sequência de declarações que tem feito o presidente Bolsonaro Bolsonaro tornou-se o principal cabo eleitoral da volta do PT & companhia ao poder, em 2022.

# Ainda reverbera muito o artigo “Mudança de Rumo”, que o jornalista e acadêmico Merval Pereira publicou no Globo, na última quarta-feira. Um trecho:

“(…) Vítima de uma fatalidade política, a partir do momento em que seu filho Flávio foi envolvido em uma investigação de corrupção, quando era deputado estadual no Rio, Bolsonaro mudou de rumo.

Um grande acordo foi costurado com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que misturou interesses pessoais com os do Estado brasileiro.

Toffoli revelou recentemente à revista Veja que o pacto que intermediou entre os três poderes – Executivo, Judiciário, e Legislativo – não nasceu do nada, como parecia. Havia, segundo seu relato, uma movimentação entre os militares que estavam no Governo, empresários insatisfeitos com a economia e políticos que visava tirar o presidente Bolsonaro do governo ainda no alvorecer de seu mandato.

Essa ação política, que os aproximou, coincidiu com investigações da Receita e do Coaf sobre ministros do Supremo, Flavio Bolsonaro, e as respectivas famílias. Acatar o pedido de Flavio para que o Coaf não repassasse seus dados fiscais sem autorização judicial ajudou a família de Bolsonaro e a dos ministros do Supremo, mas fez com que o presidente ficasse escravo de uma nova agenda política, a de travar a Operação Lava-Jato e similares. (…)

 

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Luiz Antonio Mello
Luiz Antonio Mello
Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.
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