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Juíza suspende reforma do Clube Central

Escrito por Gilson Monteiro às 15:33 do dia 28 de janeiro de 2019
Sobre: Obra embargada
28jan

O presidente do Clube Central, Elder Muniz da Silva, tem cinco dias de prazo para apresentar à juíza Beatriz Prestes Pantoja, da 8ª Vara Cível de Niterói, todos os documentos referentes a reforma da sede da agremiação, na Praia de Icaraí. A magistrada também deferiu hoje (28/01) tutela antecipada suspendendo as obras e qualquer novo pagamento à empresa contratada pelo presidente do clube.

A ação foi requerida pelos conselheiros do clube Fernando Tinoco Ferreira Paulo César Lima Fernandes. Eles acusam Elder Muniz de desrespeitar regras estatutárias e decisões do Conselho Deliberativo. 

A reclamação dos conselheiros vai muito além da celeuma que causou a iluminação multicolorida da piscina do Central. O Conselho Deliberativo havia aprovado o projeto arquitetônico da empresa AP Arquitetura e Projetos, com o custo de R$ 37,4 mil. Mas Elder Muniz promoveu diversas alterações juntamente  com a empresa executora da obra, a Proarq-Z Construções e Transportes, com a qual estaria também assinando termos aditivos, encarecendo o custo da reforma.

Reclamam, ainda, sobre a qualidade da impermeabilização da piscina e que “a obra vem sendo realizada de forma acelerada, não havendo licenciamento aprovado junto à prefeitura de Niterói e do Corpo de Bombeiros, existindo apenas processo administrativo da Secretaria Municipal de Urbanismo, aberto em 23/08/2018, sem conclusão”.

Além da falta de informações do presidente do clube acerca da execução da obra, os conselheiros estão preocupados com a retirada de vigas de sustentação da varanda da sede do clube.

Em dezembro, Fernando Tinoco apresentou notícia crime na 77ª DP (Icaraí) contra a Proarq-Z por ela ter endereço desconhecido, “demonstrando falsidade nas informações prestadas no contrato”.

Ao deferir a antecipação da tutela para determinar que os réus (o presidente e o clube) se abstenham de realizar qualquer novo pagamento para a empresa contratada, a juíza decidiu que um parecer de consultoria especializada deverá acompanhar a apresentação, em juízo, da especificação de todos os materiais utilizados e seus respectivos valores e notas fiscais. A juíza proibiu também o Central “de fazer novas alterações no projeto da obra do Parque Aquático, ou de iniciar qualquer outra obra nova sem ciência/aprovação do Conselho Deliberativo, tudo no prazo de 48 horas, sob pena de multa única no valor de R$ 5.000,00, podendo ser majorada em caso de descumprimento”.

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Gilson Monteiro
Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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3 thoughts on “Juíza suspende reforma do Clube Central

  1. Vou anotar o nome de cada um puxa saco do DONO DO CLUBE que vem dizer que tá tudo maravilhoso,pq depois que tirarem as vigas das varandas como citado aqui,vou no face de cada um e não quero ver uma postagem pedindo CADEIA pro dono em ….

  2. A obra ficou um espetáculo!!O Hélder faz uma gestão maravilhosa.
    O clube Central antes dele estava um chiqueiro!!Caindo aos pedaços!!
    Parabéns Hélder!!
    Isso é pura inveja dessa velha guarda inoperante!!
    A piscina ficou linda!!!Valorização total do título!!!!

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