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A inutilidade pública da Nittrans, a Niterói sem fantasia

Escrito por Luiz Antonio Mello às 08:23 do dia 22 de fevereiro de 2020
Sobre: Indústria do reboque
  • Homem chora ao ter carro rebocado pela Nittrans
22fev

Homem chora ao ter carro rebocado pela NittransBasta olhar para a anarquia do trânsito de Niterói para perceber a inutilidade pública da Nittrans, Niterói Transporte e Trânsito – sociedade de economia mista que tem como acionista majoritário o Município de Niterói.

Inimiga número um da população que tem carro, a arrogante, truculenta e incompetente Nittrans nada faz pela mobilidade. Seus guardas mal treinados apenas contemplam (quando não estão se divertindo, teclando o celular) o oceano de veículos parados. Não tomam qualquer providência nem quando alguém bloqueia um cruzamento provocando congestionamento, sinfonia de buzinas. Caso de multa? Sim. Mas os agentes nada fazem.

A maior especialidade do exército da Nittrans é aumentar os lucros da indústria dos reboques. Por isso, os usuários do Facebook ficaram chocados, dia 13, com a imagem de um homem chorando abraçado ao seu carro rebocado na rua Soares de Miranda, no Fonseca. Desumanidade, falta respeito, arrogância extrema, o rebocador ignorou o lamento do homem, um trabalhador, e mostrou a perversidade da Nittrans.

De acordo com reportagem de Daniela Scaffo, do site Niterói Enfoco “segundo testemunhas, o motorista do veículo, modelo Uno branco, teria deixado o carro em cima da calçada da via e ido até uma loja de materiais de construção para comprar itens. Quando voltou, o carro já estava sendo rebocado pelo caminhão que presta serviços para a Niterói Transporte e Trânsito (Nittrans). Pedestres e motoristas presenciaram o fato e acabaram comovidos e revoltados com a situação, mas ficaram calados com medo de vingança. O motorista do carro chegou a pedir para o rebocador descer o veículo do caminhão, mas não foi atendido. O homem seguiu todo o percurso chorando em cima do caminhão e pedindo para liberarem o Uno.”

Desconheço e repudio essa Niterói arrogante, desumana, covarde, perversa simbolizada por essa cena protagonizada pela Nittrans. Daí os boatos de que os reboques (particulares) trabalham com uma meta diária de faturamento que tem que ser batida, custe o que custar.

A história mostra mais injustiças. “Na mesma calçada, um caminhão que também estava estacionado nas mesmas condições, segundo moradores, não sofreu qualquer infração.”

“Eles multam e rebocam direto carro particular nessa rua. Motoristas de caminhão, no entanto, param com quatro rodas na calçada, impedindo que uma mãe passe com carrinho de bebê, e não sofrem nada, nenhuma multa”, disse um morador que pediu para não ser identificado com medo de sofrer com as covardes represálias da Nittrans. “Tenho medo…tenho filho pequeno…”.

Não precisa ir longe. A poderosa Nittrans que reboca o carro de um cidadão e ignora caminhões que cometiam a mesma infração, faz vista grossa, por exemplo, para as motocicletas que cortam a cidade em alta velocidade com o escapamento cortado (é ilegal). Para a Nittrans, a poluição sonora que danifica a saúde dos contribuintes não significa nada porque, do alto de sua onipotência, o contribuinte é um zero à esquerda. A “empresa” também finge que não vê motos subindo em calçadas, fazendo zigue e zague. Domingo a noite, um bando de mais de 20 delas, todas sem silenciosos, cortou Icaraí, São Francisco e Charitas, em alta velocidade. Os motociclistas não foram molestados porque, pela lógica dos covardes, é mais cômodo garfar um cidadão pacato e do bem.

Com certeza a Nittrans será um dos mais fortes cabos eleitorais da oposição ao candidato do prefeito na eleição de 4 de outubro, quando 380 mil cidadãos vão entrar nas silenciosas e intimistas cabines eleitorais para digitar toda a sua revolta e indignação.

A Nittrans precisa ser extinta.

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Luiz Antonio Mello
Luiz Antonio Mello
Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.
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5 thoughts on “A inutilidade pública da Nittrans, a Niterói sem fantasia

  1. Faço minhas as palavras do Luiz Antônio Mello! É inadmissível que o órgão de trânsito não tenha uma função pedagógica e que seja orientado para a valorização humana. A Nittrans passou a ter seu papel desvirtuado. Precisa ser reformulada por completo no próximo governo.

  2. Ali eles nem poderiam fazer nada já que a rua São José está interditada e quem mora nela tem q deixar seu carro sobre as calçadas da Soares Miranda, não há outra maneira. Somente no fim do expediente da obra, os carros podem passar, isso se os buracos abertos para troca da tubulação, já estiverem cobertos.

  3. Infelizmente ele estava errado, é triste porque ele deve precisar do carro para trabalhar e vai ter um baita prejuízo, mas as pessoas tem que aprender a respeitar as leis de trânsito, são pessoas que param “rapidinho” em vagas de deficientes e idosos, são pessoas como este, que estacionam sobre o passeio público, outros que em pleno horário de rush param em lugar proibido, furam sinais e por aí vai, concordo que a situação desta pessoa é muito triste, mas as leis tem que ser seguidas, e quem não segue, tem que saber que podem sofrer consequências.

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