Não deu para imunizar todo o pessoal da linha de frente do combate ao coronavírus. Então, a Secretaria de Saúde escolheu um público-alvo bem reduzido: idosos com idade acima de 90 anos. Não se questiona a imunização deles. De jeito nenhum. Mas fica claro que, com o cobertor curto recebido do Ministério da Saúde, o município procura fazer marketing com as poucas doses recebidas. A prefeitura publica no seu site o “vacinômetro”. Fazendo as contas, vê-se que na terça-feira (02/02) apenas 608 pessoas com mais de 90 anos foram vacinadas.
Somente quem acompanha as lives do prefeito Axel Grael, às segundas e quintas no Facebook, consegue saber sobre o calendário de vacinação e suas alterações. Na transmissão ao vivo, fala também o secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira. Disse no dia 1° que no dia 04/02 vai “anunciar de forma transparente o calendário da próxima semana” (foto). Antes, na sexta-feira à noite, o prefeito Grael modificou o calendário previsto para o dia 1°. Neste dia deveriam ser vacinados profissionais de saúde autônomos, de qualquer idade. Poucos souberam da mudança e acorreram às unidades de saúde, frustrando-se. A data foi alterada para imunizar idosos acima dos 90.
Essas lives servem para evitar entrevistas coletivas e as perguntas “inconvenientes” feitas por repórteres. São apenas um comunicado ao público. Nem os internautas que assistem as tais lives recebem respostas a seus questionamentos. Seus comentários e perguntas ficam no ar, sem qualquer retorno oficial.
Niterói não oferece nenhuma transparência sobre quem, quando, onde e com qual vacina foi imunizado. Nos postos, os atendentes registram alguns dados em um formulário e entregam um outro papel à pessoa vacinada. A pergunta que as lives não respondem é: Como a Secretaria de Saúde vai controlar a segunda dose, para garantir a imunização completa em Niterói?
Na Câmara, os 15 vereadores da situação aceitaram o veto do prefeito Axel Grael a um projeto de lei que previa a divulgação diária da ocupação de leitos hospitalares de unidades públicas e privadas do município. Alegou que isto exigiria um “grande esforço e elevados custos aos cofres públicos”.
Um outro projeto, que determina a publicação no site da prefeitura do cadastro das pessoas já vacinadas, não foi votado ontem (02/02). O presidente da Câmara, Milton Cal, retirou a proposta da pauta no final da sessão. Segundo o autor, vereador Paulo Eduardo Gomes, o projeto é para, com a transparência, evitar os fura-fila da vacina. O cadastro eletrônico, por sua vez, daria mais organicidade à campanha de vacinação.
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