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Unimed Rio tem 10 dias para não quebrar

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A nova diretoria da Unimed Rio recebeu nesta segunda-feira (29/08) um ultimato da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Ministério Público, que acompanha a crise financeira da cooperativa de médicos. Seus 5.423 cooperados têm dez dias para fazer um aporte total de R$ 500 milhões para a empresa começar a se recuperar do rombo que atingiria R$ 1,8 bilhão em dívidas com bancos e prestadores de serviços médicos e hospitalares.

Hoje à noite, o atual presidente Romeu Scofano vai reunir a diretoria para convocar uma assembleia geral na próxima sexta-feira, a fim de aprovar o aporte mínimo para a Unimed Rio sair do buraco. Cada cooperado terá que desembolsar R$ 92,2 mil para evitar que seja decretada a liquidação da cooperativa como ocorreu em fevereiro deste ano com a Unimed Paulistana.

Em caso de fechamento da Unimed Rio, a ANS deverá determinar a portabilidade dos beneficiários para as demais  Unimed ou para outros planos de saúde. Não deverão ser exigidos novos prazos de carência, mas certamente como ocorreu em São Paulo, os beneficiários terão os valores dos planos reajustados com a migração, ainda que ela ocorra para ele ser atendido por redes médico hospitalares menores.

Em Niterói moram cerca de 60 mil beneficiários da Unimed Rio, cujos planos de cobertura nacional davam direito a consultas, cirurgias e internações na rede da Unimed Leste Fluminense. Todos já receberam pelos Correios ou através de e-mails boletos para pagar as mensalidades com vencimento em 5 de setembro, apesar de a grande maioria estar sem atendimento antes prestado em Niterói pelos médicos cooperados da Unimed Leste Fluminense, que há dez dias estão recusando pacientes com a carteirinha da cooperativa carioca.

A Unimed Leste Fluminense está entre os credores da Unimed Rio com uma dívida acumulada em R$ 36 milhões. Para a maioria dos seus 1.300 cooperados, o atendimento prestado aos beneficiários dos planos da Unimed Rio representava cerca de 30 por cento do movimento de consultórios, clínicas, laboratórios e hospitais participantes do intercâmbio com cooperativa carioca.

Gilberto Fontes

Repórter do cotidiano iniciou na Tribuna da Imprensa, depois atuou nos jornais O Dia, O Fluminense (onde foi chefe de reportagem e editor), Jornal do Brasil e O Globo (como editor da Rio e dos Jornais de Bairro). É autor do livro “50 anos de vida – Uma história de amor” (sobre a Pestalozzi), além de editar livros de outros autores da cidade.

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