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Em seis meses de intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, completados nesta quinta (16/08), de fevereiro a julho foram registrados cinco mil tiroteios contra três mil em 2017 em toda a Região Metropolitana da capital. Com esses 60 por cento de confrontos a mais, o medo de balas perdidas e o clima de insegurança nas ruas também crescem, assim como aumentaram os assaltos a pedestres e passageiros de ônibus.
Para o secretário interventor, general Richard Fernandez, a intervenção está cumprindo suas metas. No entanto, para a população a política de enfrentamento não parece estar dando resultado, já que facções criminosas equipadas com armas de guerra (fuzis de longo alcance e armas que derrubam até helicópteros) espalham o terror em disputa por território no Rio e em Niterói.
Não se fala em investimentos em inteligência e investigação policial. E nem um por cento dos R$ 1,2 bilhão prometidos pelo governo federal para recuperar a segurança pública fluminense foram ainda aplicados, ficando a promessa na retórica política.
Em Niterói, essa eloquência político-marqueteira também está criando um factoide. O prefeito Rodrigo Neves propõe a criação do que chama de “Pacto contra a violência”, prevendo gastar R$ 304 milhões nos próximos dois anos com 18 projetos, entre eles o pagamento de R$ 4 milhões em prêmios a policiais por armas apreendidas. Um fuzil valerá R$ 8 mil, uma pistola R$ 3 mil e um revólver R$ 1 mil.
Por enquanto, os vereadores já aprovaram uma singela medida: o projeto que torna obrigatória a exibição de cartazes com o telefone do Disque Denúncia em táxis, ônibus, bares e restaurantes. Além desse incentivo ao engajamento compulsório da população na delação — já que a Polícia pouco dispõe de métodos efetivos de investigação e de inteligência –, está na fila de votação da Câmara a criação do Sistema Municipal de Gestão Integrada de Segurança Pública no Município de Niterói, que nada mais será do que a realização de reuniões mensais (sem jeton) de secretários e subsecretários municipais para “aumentar a eficiência da alocação das forças de segurança da cidade, por meio da utilização intensiva de análise criminal e definição estratégica de emprego de forma integrada”, diz o palavrório oficial.
Esta chamada “gestão integrada de segurança pública”, segundo o projeto do prefeito Rodrigo Neves, estará aberta à participação, se lhes interessar, de representantes dos titulares das cinco delegacias de Polícia Civil em Niterói; do comando do 12° Batalhão da PM; da Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Corpo de Bombeiro; Poder Judiciário; Ministério Público Estadual; e Defensoria Pública.
Resumindo, muito blábláblá e poucos resultados garantidos. Tal qual a implantação do Centro Integrado de Segurança Pública, o Cisp, que consumiu R$ 20 milhões dos cofres públicos, mas cujas câmeras de monitoramento não têm sido capazes de inibir nem mesmo assaltos a lojas que ficam em frente à sua base, em Piratininga.
No ano passado, a prefeitura de Niterói pagou R$ 3,5 mil para mais de 800 policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários que atuam no município. A gratificação foi aprovada pela Câmara de Vereadores para evitar uma greve de soldados da Polícia Militar durante o carnaval.
Que tiro foi esse?
Segue o baile…
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