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Coluna do LAM

A rua mais engarrafada na cidade de pior trânsito do país

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Dois indicadores divulgados semana passada envergonham Niterói. O Instituto de Segurança Pública informou que na Baixada Fluminense e no Rio houve queda nas mortes violentas no mês de fevereiro. Em Niterói o índice subiu 9%. Já a empresa 99 Táxis fez uma pesquisa, segundo revelou esta Coluna do Gilson, e mostra que Niterói tem o pior trânsito do país.

Cadê os vereadores?

A pesquisa mostra que as viagens na cidade, nos horários de pico, demoram 78% a mais, em média, do que as realizadas com tráfego livre. O Rio de Janeiro ficou em oitavo lugar, e São Paulo em sétimo.

Cadê os vereadores?

A responsável por essa falta de respeito com o cidadão tem nome: NitTrans. Um inútil e obeso cabide de empregos que nasceu no final de 2005 como sociedade mista de tendo como acionista majoritário o Município de Niterói.

A NitTrans simboliza a indolência, o desrespeito aos cidadãos que pagam seus impostos; é um escarnio. Para ela, vale a “lei” é o direito de não ir e não vir, e parece gostar de exibir diariamente a sua incompetência e malemolência na caótica imobilidade urbana.

A estatal tem uma cara: a rua Álvares de Azevedo, em Icaraí, considerada a mais engarrafada na cidade que tem o pior trânsito do país. Uma via crucial, utilizada por muitos que tentam acessar ruas importantes como Tavares de Macedo, Gavião Peixoto, Mem de Sá e avenida Roberto Silveira. Não há guardas e os velhos sinais estão caducos.

Os moradores da Álvares de Azevedo não suportam mais a baderna, e não é à toa que diariamente, pela manhã, vários caminhões de mudança são vistos. As pessoas estão se mudando, não só de bairro, mas de cidade.

Cadê os vereadores?

A revolta dos motoristas-contribuintes-eleitores começa cedo, por volta das sete da manhã quando o trânsito na Álvares para, e continua parado até, no mínimo, 10 da noite.  Impunes, motoristas trancam o cruzamento com a Pereira da Silva e Tavares de Macedo, que também fica engarrafada.

Não há guardas em nenhum cruzamento, sobram caminhões de entregas, de mudanças, carros estacionados do lado esquerdo (o que é proibido), enfim, a desordem é total. A “cereja do bolo” foi a criação, pela prefeitura, de um ponto de ônibus na rua Tavares de Macedo, quase na esquina com Álvares de Azevedo mais uma demonstração de ampla ignorância.

Cadê os vereadores?

Com o trânsito parado os motoristas, desesperados, fazem buzinaços transtornando moradores e passantes. Ambulâncias, carros da polícia, ônibus, ninguém anda. As angustiantes sirenes tentando furar o bloqueio provocam agonia. Como se não bastasse, motos, bicicletas, triciclos de entregas andam pelas calçadas ignorando os pedestres, enquanto um exército de flanelinhas achacam, perturbam, fazem o que querem na terra sem lei.

Cadê os vereadores?

Não há aqui intenção de minimizar o caos no trânsito em toda a cidade mas na Álvares de Azevedo a situação é a mais caótica. Em qualquer lugar, todas as regiões e bairros, os desmandos, a desordem, a degradação são a norma.

Muita gente tenta deixar o carro em casa, mas fica parada nos ônibus, motos, bicicletas. Não há saída porque a NitTrans não quer trabalhar. Não gosta, não quer, não precisa trabalhar, não tem que dar satisfações a ninguém, nem a seus superiores.

E a pergunta permanece.

Cadê os vereadores?

Luiz Antonio Mello

Jornalista, radialista e escritor, fundador da rádio Fluminense FM (A Maldita). Trabalhou na Rádio e no Jornal do Brasil, no Pasquim, Movimento, Estadão e O Fluminense, além das rádios Manchete e Band News. É consultor e produtor da Rádio Cult FM. Profissional eclético e autor de vários livros sobre a história do rádio e do rock and roll.

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