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Professora espera o fim da quarentena para alegrar sua sala de aula, no Ingá

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A quarentena, que já vai para 90 dias de isolamento, esvaziou o apartamento da professora Emi Aparecida Ferreira Macedo Viana. Pela sua sala na Praia das Flechas, no Ingá, em Niterói, mais de mil alunos já a encheram de alegria. Aprenderam português, literatura, redação e interpretação de texto. Alguns tinham ficado em recuperação na escola, e outros se preparavam para vestibulares e concursos.

Com uma bagagem de 53 anos dando aula particular, usando seu método especial, Emi não acredita em tele aulas. O ensino à distância, pela internet ou pela tevê, não conta com a empatia do relacionamento de aluno e professor, ao vivo, garante ela.

Aos 75 anos de idade, Emi continua em atividade. Lê e estuda para estar ainda mais preparada para atender às dificuldades de seus alunos. Natural de Cambuci, veio aos 18 anos para Niterói, com o sonho de ser jornalista. Mas acabou sendo professora, e das melhores.

Emi dispensa o senhora, tia ou professora. Prefere ser tratada como amiga e colega, para que os alunos se sintam mais à vontade.

– Dou a eles instrumentos para que desenvolvam postura criativa e reflexão, para saberem o que estão fazendo – diz Emi.

Uma de suas exigências é a de que os alunos façam os exercícios em suas casas, dando-lhes assim, segurança.

Há mais de cinco décadas no mesmo lugar, na Praia das Flechas, endereço que ficou familiar para muitos país que se formaram e brilham nas mais variadas atividades, a professora agora recebia os filhos daqueles primeiros alunos.

Formada em jornalismo, estagiava na TV Globo. A carreira jornalística sonhada, acabou por causa do casamento. Com o curso Normal, deu aulas em Itaguaí, Paracambi e São Gonçalo. Formou-se, ainda, em português-latim e português literatura na UFF.

Trabalhou no colégio Aurelino Leal, transferindo-se mais tarde para o Centro de Estudos de Jovens e Adultos (CEJA), onde ficou por 25 anos, até se aposentar como diretora.

O cinema é seu hobby preferido. Só que não gosta de ver filmes pela televisão, mas na telona de cinema, sendo assídua frequentadora do Instituto Moreira Sales, no Rio.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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