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Praça César Tinoco abandonada vira área de risco para idosos e crianças no Ingá

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A Praça César Tinoco, no bairro do Ingá, em Niterói, deixou de ser área de lazer para se tornar área de risco para crianças e idosos. Está no mais completo abandono. Acumula queixas sobre a má conservação dos brinquedos e dos aparelhos de ginástica enferrujados e perigosos.

Moradores de rua já se estabeleceram na praça. Um deles faz de cama um banco que acolchoou com espuma, e dispõe ao lado até de um aparelho sanitário. Peças de bronze de monumentos e placas comemorativas foram furtadas há tempos. Pelas manhãs, um gari varre folhas do jardim onde o gramado não existe mais. Mães e babás reclamam que o funcionário não se preocupa com os bebês a sua volta e faz a varrição levantando poeira.

O escorrega de madeira está destruído. Na manhã desta terça-feira (03/12), as crianças encontraram mais um balanço quebrado. O brinquedo não resistiu à ferrugem, assim como os aparelhos de ginástica são hoje um risco para os idosos que procuram se exercitar.

Última manutenção há cinco anos

Um antigo frequentador lembrou que há cinco anos, a prefeitura mandou operários para bater a ferrugem e soldar os equipamentos. Mas hoje a maresia destrói tudo.

A Administração Regional do Ingá, que teoricamente deveria cuidar dessas questões, apenas encaminha as demandas à Secretaria de Conservação. Mas a regional emprega 48 funcionários (12 deles comissionados), que custam cerca de R$ 141 mil mensais aos cofres públicos. Em seu quadro estão lotados dois chefes de serviço, quatro encarregados e onze trabalhadores.

Mais um porém: a sede dessa secretaria não comporta todo o seu pessoal. Funciona num pequeno porão debaixo do palco da Concha Acústica, em São Domingos. Quando muito, o funcionário de plantão na Regional do Ingá indica a quem procura a secretaria para dirigir a queixa através do aplicativo Colab. E depois aguardar uma resposta da prefeitura de Niterói.

A última manutenção feita pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) nos equipamentos de ginástica da Praça César Tinoco aconteceu em maio de 2014.  No ano seguinte, em janeiro, a Seconser fez a poda de duas figueiras no entorno da praça do Ingá porque, segundo técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, foram detectados comprometimento severo de base e inclinação de risco daquelas árvores.

Depois disso, nada mais foi conservado no bairro que já foi sede do governo estadual do antigo Estado do Rio, mas que ficou esquecido pela prefeitura de Niterói.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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