Apesar disso, o prefeito Rodrigo Neves insiste em dizer que não havia perigo iminente no Morro da Boa Esperança, em Piratininga. Ao contrário, o professor Elson Nascimento, do Departamento de Recursos Hídricos da Escola de Engenharia da UFF, lembra de ter feito um levantamento em todos os morros da cidade, em 2009, apontando risco de deslizamentos em vários níveis.
Segundo o professor Nascimento, o Morro da Boa Esperança precisava de monitoramento constante por causa da possibilidade de deslizamento e das construções irregulares na área. O estudo foi feito a pedido do Ministério das Cidades e da Prefeitura de Niterói.
Acrescentou, ainda, que o risco de deslizamento aumentou desde 2009 não somente por “uma questão hidrotécnica e hidrológica; é uma questão de ocupação, de habitação para a população de baixa renda. Então, a expectativa que se tem é que essas situações tenham piorado, devido a essas ocupações nas encostas”.
Em 2016, a prefeitura contratou a Thalweg Consultoria e Projetos Geológicos, por R$ 2,5 milhões, para a empresa fazer o Plano de Mapeamento de Áreas de Risco no Município de Niterói. O levantamento já sofreu interrupções de contrato, a primeira delas dois meses após a contratação, quando a Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa) alegou falta de dotação orçamentária e mandou parar o serviço. Em abril de 2017, depois de reiniciada em janeiro daquele ano, a pesquisa foi mais uma vez paralisada, sendo retomada em agosto de 2017, mas ainda foi não concluída.
No ano passado, a Defesa Civil de Niterói interditou casas na comunidade do Boa Esperança. “A prefeitura já sabia o que ia acontecer. Falou que ia tomar providência e não fez nada”, disse a moradora Rosimeri da Silva.
Uma das vítimas do deslizamento no Morro da Boa Esperança se chamava Maria Madalena. Dez anos atrás, a casa dela já tinha sido atingida por outro deslizamento. A vítima foi morar com um vizinho e, pouco tempo depois precisou voltar para a casa onde morreu no último sábado.
Em 2010, o subsecretário de Defesa Civil assinou laudo interditando a casa da empregada doméstica Sandra da Silva Francisco por risco de desabamento. “A Defesa Civil tinha condenado o lugar, pedimos ajuda, fizemos um cadastramento do Minha Casa, Minha Vida e o aluguel social, foi tudo muito demorado, tivemos que voltar”, disse Sandra.
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