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Odontologia perde Luiz Dantas vítima de complicações causadas pela Covid-19

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A odontologia perdeu Luiz Dantas, 58 anos, para o Covid-19. A doença provocou 37 óbitos nesses primeiros dias do ano, uma triste marca que supera as 28 mortes registradas em maio, no pico anterior da pandemia em Niterói. O cirurgião-dentista esteve internado por 26 dias no Niterói D’Or, mas acabou falecendo na sexta-feira (08/12), por complicações causadas pelo novo coronavírus.

Luiz Dantas, de uma tradicional família de dentistas, atuava nas áreas de Periodontia e Implantodontia. Trabalhava na clínica de Icaraí, juntamente com o pai, João Dantas, que abriu o consultório em 1959, e os irmãos Sergio e Carlos.

Fugindo aos prognósticos da virose, Luiz tinha porte atlético e hábitos saudáveis. Fazia caminhadas, nadava, remava em canoas, velejava e gostava de ir de bicicleta de sua casa em Piratininga ao consultório de Icaraí. Galã na juventude, no ano passado postou no Facebook um filme que fez para a Associação de Canoagem em Onda, esporte que praticava há 38 anos, para um comercial do cigarro Hollywood, em 1996. No final deu o seu recado: “Aproveito para esclarecer: nunca fumei e digo: fumar faz mal para a saúde e para os dentes”.

O filho Caio lembrou, em sua conta no Instagram, que o pai “durante 58 anos nunca teve um problema de saúde. Saia de casa para o consultório pedalando e não esquecia de um “bom dia” na rua, com aquele seu sorriso “do leme ao pontal”.

Segundo nota do Conselho Regional de Odontologia, “como professor ele se preocupava em formar os melhores profissionais para nossa sociedade”. O CRO-RJ acrescentou que Luiz Dantas “tinha duas marcas muito fortes em sua carreira, suavidade e generosidade. Sempre tratava todos (pacientes, colegas de profissão e toda equipe de trabalho) de forma muito amiga e respeitosa; além disso, sempre compartilhou com seus pares e alunos seus conhecimentos de forma generosa”.

E mais: “ Luiz Dantas sempre foi, dentro e fora da profissão, um exemplo de dignidade e ética, sofria com o sofrimento do próximo e amava o próximo como a si mesmo, era um profissional que dedicou toda a sua vida à evolução e engrandecimento da nossa profissão, e que nos deixou a sua marca. Certamente Deus o receberá com muito carinho e deixará nosso amigo guerreiro descansar um pouquinho.”

Era autor de diversos trabalhos e capítulos de livro. Criou e desenvolveu um protocolo de tratamento revolucionário na odontologia mundial. Deixa a esposa, Rosane, e os filhos, Caio e Julia.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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