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Niterói gasta com publicidade 3,6 vezes o aluguel anual do Hospital Oceânico

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Os R$ 15 milhões que a Prefeitura de Niterói orça como gasto anual com publicidade, e os R$ 2,6 milhões com assessoria de imprensa dariam para o município arrendar 3,6 hospitais como o Oceânico, para atender às vítimas do Covid-19.

Ainda sem estar funcionando com os 140 leitos anunciados pelo prefeito Rodrigo Neves, o hospital de Piratininga foi arrendado por R$ 4,8 milhões, por 12 meses. Já a empresa E3 Comunicação Integrada teve renovado em janeiro o contrato de publicidade naquele valor.  Com a FSB Estratégia em Comunicação, naquele mês a prefeitura assinou um sétimo aditivo no valor de R$ 2,6 milhões, para assessoria de imprensa e relações públicas.

Para fazer o Hospital Oceânico funcionar, a Prefeitura pagou à Viva Rio o equivalente ao custo unitário de 141 leitos por um mês. Considerando que a Fundação Municipal de Saúde anunciou ter contratado a gestão dos leitos pela diária de R$ 2,3 mil. O pagamento foi feito no dia 7 de abril à organização social, antes mesmo de ela começar a gerir a unidade. O valor pago totalizou R$ 9.766.666,74. Sendo este valor parte de um empenho de R$ 19.533.333,34. O contrato total tem previsão de gastos de R$ 58,6 milhões para a gestão do hospital pelo período de seis meses.

No entanto, segundo o próprio prefeito já revelou em suas redes sociais, o Oceânico funciona com 40 leitos. Ontem, estava prevista a inauguração de mais leitos, mas em live pelo Facebook, Rodrigo não revelou quantos foram abertos. Ao mesmo tempo, o prefeito apela aos hospitais da rede privada na cidade para cederem vagas para a Fundação Municipal de Saúde encaminhar casos de Covid-19.

Em nota distribuída à imprensa no dia 24 de abril, a FMS justificava a previsão de gasto de R$ 56,8 milhões com a Viva Rio. O valor foi reservado para o contrato de seis meses com a organização social Viva Rio, “responsável por equipar todo o hospital, contratar profissionais e serviços inerentes ao funcionamento da unidade”.

A FMS ressaltava, ainda, que a verba seria “liberada à medida que os serviços forem prestados e os leitos ocupados”. E acrescenta que a diária de cada leito é de R$ 2.300. “Um leito por dia de atenção intensiva em rede privada custa, pelo menos, entre R$ 3.500 e R$ 4 mil”, acrescentou a FMS.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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