O Consórcio Transoceânico (formado por empresas de ônibus da cidade) está fazendo corpo mole para encomendar os novos veículos tipo BHLS à fábrica de carrocerias Marcopolo. Esses ônibus devem ter porta dos dois lados, o que muda um pouco a sua estrutura e diminui o número de assentos. Outro argumento dos empresários para não fazer a encomenda é o de que houve queda no número de passageiros com a crise econômica, além de não estarem recebendo o pagamento do bilhete único devido pelo governo estadual. Alegam que não é hora de fazer investimento.
Se encomendassem hoje os ônibus BHLS, a Marcopolo levaria quatro meses para entrega-los às empresas do Consórcio TransOceânico.
Enfim, mais um remendo será feito no projeto midiático e milionário de Rodrigo Neves, que vai acabar autorizando a circulação dos ônibus comuns na via expressa. Isto sem falar que o catamarã de Charitas não reduziu a tarifa como o prefeito disse que conseguiria fazer e, ainda por cima, tirou as embarcações de circulação de meio dia às quatro da tarde, deixando náufraga a TransOceânica. Sem os catamarãs, os carros que estacionariam na garagem subterrânea de Charitas (em obra demorada) vão estender o percurso até o Centro levando para a Estação das Barcas quem precisa ir ao Rio, à tarde.
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