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Dois ícones da cardiologia niteroiense lembrados pela dedicação e pioneirismo

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Hoje, Dia Mundial do Coração (29/09), a coluna homenageia todos os cardiologistas niteroienses na pessoa de dois ícones da medicina: Salvador Borges Filho, 90 anos; e Geraldo Ramalho, 88. O primeiro continua atendendo seus clientes no consultório da Miguel de Frias, 77, em Icaraí, como faz há 66 anos. Ramalho, por sua vez é um dos pioneiros da cirurgia cardíaca no Estado do Rio.

Ambos destacam o avanço tecnológico da Medicina e a série de exames complementares que foram criados. Borges ressalta, no entanto, que a tecnologia acabou afastando o paciente do médico que o escutava e auscultava. Com uma simpatia encantadora, a voz pausada, o doutor diz que em cada exame minucioso que faz no paciente, sempre registra algo novo que lhe serve para auferir conhecimento.

Seu filho, Salvador Borges Neto, é professor da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, onde participa dos estudos avançados da cardiologia nuclear e integra uma seleta lista de melhores médicos norte-americanos.

Leia também: Cardiologistas dizem que está na hora de fazer check-up que pandemia adiou

A par dos avanços da cirurgia cardiovascular, Salvador Borges Filho diz que se sente “cada vez mais estimulado a continuar clinicando”. Ele presidiu a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, escreveu vários livros e sempre defendeu que a prevenção é o melhor para o corpo humano. “Os governos deveriam fazer campanhas preventivas, que além de salvar muitas vidas reduziriam o gasto de recursos públicos com tratamentos e stents”, diz o cardiologista.

Geraldo Ramalho, que com os papas paulistas Euryclides de Jesus Zerbini e Adib Jatene, mais o colega niteroiense Washington Pinto, participou das duas primeiras cirurgias cardíacas realizadas há 50 anos no Hospital Santa Cruz. Desde então, ressalta ter havido “um progresso extraordinário”, que introduziu na Cardiologia procedimentos percutâneos e muito mais seguros, através da robótica.

Geraldo passou dez anos Hospital São José do Havaí, em Itaperuna. Chefiou uma equipe que fez mais de cinco mil cirurgias de pontes de safena e mamárias pelo SUS. O hospital filantrópico era comandado pelo médico Renan Tinoco.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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