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Devotos de Iemanjá voltam a ocupar as areias das praias de Niterói

Escrito por Gilson Monteiro às 18:22 do dia 29 de dezembro de 2021
Sobre: Oferendas para a rainha do mar
  • devotos de Iemanjá
29dez

devotos de IemanjáMesmo sem a festa de réveillon com cantores famosos e queima de fogos, Icaraí, assim como outras praias de Niterói não vai deixar de receber muita gente vestida de branco na passagem do ano. Com mais espaço na areia, devotos de Iemanjá, a rainha do mar, vão retomar este ano suas oferendas para o orixá.

Além dos grupos religiosos, muita gente se veste de branco e vai à praia jogar flores brancas, pular sete ondinhas e reafirmar a esperança em um ano novo melhor. A Polícia Militar, mesmo sem shows ou fogos, vai manter policiamento ostensivo na orla. Já a prefeitura não previu a instalação de banheiros químicos, mas cuidou de proibir o estacionamento de carros nas praias, no dia 31.

Leia: Mesmo sem festa, Niterói proíbe estacionamento nas praias até dia 1°

No réveillon passado as restrições sanitárias decretadas para enfrentamento da Covid-19 impediram as oferendas a Iemanjá nas praias de Niterói. Este ano, as casas especializadas já estão vendendo bem barquinhos de 30 cm a 1m30cm de comprimento. Para agradar a orixá, além de flores os barcos carregam frascos de perfume, sabonetes, pentes, espelhos, pó de arroz e bijuterias.

oferendas para IemanjáSérgio Faddul, que há 21 anos dirige o Mercadão de Niterói, uma loja de produtos religiosos na Rua São João, diz que também estão sendo vendidos muitos produtos de crenças individuais para reverenciar Oxum e Iansã.

O dia em que os umbandistas festejam Iemanjá é 2 de fevereiro. Mas o costume de fazer oferendas para a orixá no Ano Novo já virou tradição.

Diz-se que Iemanjá aceita os presentes quando as pequenas embarcações navegam um pouco e, depois de algum tempo, afundam. Caso as oferendas entregues voltem para a pessoa, quase intactas ou totalmente completas, é porque a orixá não aceitou o presente.

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Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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