A desordem urbana tomou conta de Niterói. Há muito tempo, pode-se fazer de tudo, sempre com a conivência do poder público, que fecha os olhos para as mais absurdas construções ocupando calçadas e avançando até as pistas de trânsito.
Na Estrada da Garganta, que é uma das opções de ligação com a Região Oceânica de Santa Rosa a Pendotiba, a ocupação vem sendo feita por prédios de até três andares; casas erguidas junto à pista; e garagens de carros bloqueando calçadas, obrigando pedestres a andar no meio de vias de trânsito intenso com risco de vida.
Isso é comum em muitos outros pontos da cidade, como na Rua Moacir Padilha, que liga o Centro à Zona Sul, onde moradores e comerciantes dos morros do Estado e do Arroz ocupam todos os centímetros possíveis dos espaços destinados às calçadas.
Na Estrada Francisco da Cruz Nunes, no trecho da Hayasa ao Parque da Colina, novas construções estão afunilando a via, cada vez mais estreita.
As últimas administrações municipais têm fechado os olhos para o crescimento desordenado de comunidades, principalmente em áreas de risco. Quando ocorrem tragédias como as do Bumba e do Boa Esperança, que poderiam ter sido evitadas, as autoridades do município sempre aparecem com as mais esfarrapadas desculpas. E fica o dito pelo não dito.
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