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Colégio Marília Mattoso muda de dono, mas vai continuar projeto pedagógico

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O Marília Mattoso, um dos últimos colégios tradicionais de Niterói fundado pela professora que lhe emprestou o nome, acaba de ser vendido. O grupo Inspira Rede de Educadores comprou a escola que tem cerca de 600 alunos matriculados. O colégio criado há 72 anos era administrado pela terceira geração da família Mattoso. Funciona em um prédio ampliado ao longo dos anos, na Rua José Bonifácio, bairro de São Domingos.

O grupo que adquiriu o colégio niteroiense é controlado por um fundo BTG de investimentos. Foi a 15ª aquisição do Inspira, que agora soma 22 escolas em 14 estados e 34 mil alunos. Os novos proprietários anunciaram que vão manter o projeto pedagógico já existente, bem como as equipes administrativa e pedagógica, incluindo gestores, coordenadores e professores.

André Aguiar, diretor executivo da Inspira Rede de Educadores, disse que já tem prevista uma expansão para a Região Oceânica de Niterói, devendo abrir mais três escolas nos próximos cinco anos. A primeira delas deverá ser instalada, já no ano que vem, em Itaipu. O diretor do grupo não revelou o valor da transação, mas disse conhecer o Marília Mattoso desde quando seu filho estudou na escola de São Domingos.

— Esta é mais uma parceria importante em favor da educação de excelência no Brasil. Nascemos e crescemos focados em implementar uma estratégia de reunir escolas de excelência em todo o país. Primamos pelo respeito aos seus legados pedagógicos e proporcionando investimentos em tecnologia, desenvolvimento das pessoas e expansão – afirmou Aguiar.

Segundo o Inspira a unidade adota características conteudistas e contemporâneas. No processo de ensino-aprendizagem isto garante o desenvolvimento sociocultural, intelectual, emocional e do raciocínio lógico. Em parceria com a Inspira, o Marília poderá contar com investimentos em tecnologia e desenvolvimento do corpo técnico e professores.

A fundadora e seu ideal

Há 72 anos, a jovem professorinha Marília Mattoso Faillace idealizou um método de alfabetização que revolucionou o aprendizado em Niterói.  Ela começou com cinco alunos aprendendo a ler e escrever na sala de jantar de sua casa na Rua Cônsul Francisco Cruz 42, perto do Jardim São João, no Centro.

O sucesso foi tão grande que a recém-formada professora no Colégio Santa Isabel de Petrópolis teve que construir um galpão nos fundos da casa, com duas salas de aula. Começava a história de um colégio que se expandiu ao longo dos anos.

Depois a tia Marília, como era chamada pelas crianças, mudou para a Rua Alcides Figueiredo 45, também no Centro. A procura de alunos da Zona Sul era tão grande que ela mudou a escola  de endereço. Foi para um prédio maior na Rua Lara Vilela 185, no Ingá.

Em 1976, implementou-se a criação do Mattosinho para atender aos alunos da educação infantil. Em 1978 foi inaugurada a nova e atual sede, na rua José Bonifácio 39, em São Domingos.

Uma das maiores educadoras do Estado do Rio de Janeiro, Marília Mattoso morreu aos 94 anos, em 2004, sem que lhe tivesse sido prestada uma grande homenagem. Agora seus ex-alunos, pais e professores esperam que seu nome permaneça, pelo menos, na escola que fundou em 1949.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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