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Centenário de Roberto Silveira vai ser lembrado em Niterói e todo RJ

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Roberto Silveira é lembrado em todo o antigo Estado do Rio de Janeiro, que governou por apenas dois anos e 20 dias

O centenário de nascimento de Roberto Silveira será lembrado nos 92 municípios fluminenses neste mês de junho. Não há uma cidade no Estado do Rio de Janeiro que não tenha uma rua, praça, avenida, escola, posto de saúde, rodoviária, hospital ou campo de futebol com seu nome.

Colégios, câmaras municipais e prefeituras de Niterói e de todo o interior fluminense vão lembrar essa figura de grande projeção política. Nascido em Bom Jesus do Itabapoana, em 11 de junho de 1923, Roberto Silveira, não tivesse a vida e a carreira interrompida num desastre de helicóptero em Petrópolis, no dia 28 de fevereiro de 1961, chegaria muito provavelmente à presidência da República. Estava cotado para suceder a João Goulart.

Pela dimensão histórica que alcançou e seu importante papel desempenhado na política do estado e do país, em apenas dois anos e 20 dias de um governo de muitas realizações e quebra de tabus – incluindo um inusitado programa estadual de reforma agrária e a criação de um movimento popular de alfabetização que inspirou o Mobral –, seu filho Jorge Roberto Silveira, quatro vezes prefeito de Niterói, lançará nos próximos dias um resumo digital, ilustrado com fotos e animado por vídeos e imagens na internet que facilitarão a compreensão da trajetória política do grande líder trabalhista brasileiro.

Roberto Silveira foi vítima de acidente fatal a bordo de um helicóptero, em Petrópolis. Com a cidade serrana sob ventania durante toda a manhã, o aparelho mal conseguiu levantar voo. Sacudido por fortes rajadas, foi arremessado contra um muro e caiu em chamas.

O piloto José Eduardo Braga Ribeiro morreu na hora, o jornalista Luís Paulistano faleceu no dia seguinte e o governador ainda passou uma semana sob cuidados intensivos. O único sobrevivente foi o fotógrafo Elson Reginaldo dos Santos, que meses depois recebeu alta e ganhou novo rosto do ainda jovem cirurgião Ivo Pitanguy.

Gilson Monteiro

Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.

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