Sábado, dia 24, as 19 horas o SEPE, SINTUFF, SINDSPREV-Niterói, e Associação de Servidores da Saúde de Niterói realizam um debate online. Para participar é só acessar a página das entidades no Facebook. Espera-se que nenhum candidato fuja do precioso embate.
O debate é uma ferramenta vital para o eleitor porque no ambiente de confronto, sem maquiagem, os candidatos precisam improvisar, deixar o marketing de lado e partir para a real. Em Niterói, nove candidatos disputam a prefeitura e 713 uma vaga vereador.
No Brasil os debates eleitorais são marcados pela comoção, dedos na cara e até planos de governo. Dedos na cara não são de bom tom, mas pior é não haver debate nenhum, deixar o eleitorado à deriva como num antidemocrático jogo de frescobol no nevoeiro.
Há quem diga que, por causa de verdades inconvenientes reveladas em debates, na eleição de 2016 os votos nulos, em branco e abstenções em Niterói chegaram ao segundo lugar, com gritantes 45,04% . Esse ano os candidatos que estão em campanha nas ruas da cidade encontram um eleitor frio, distante, estão cansados da mesmice e muito decepcionados com o comportamento de alguns nomes que elegeram em 2018.
Afinal, 81,5% dos eleitores niteroienses votaram em candidatos que diziam combater ferozmente a corrupção, entre eles a zebra do século, Wilson Witzel, que tinha 1% e venceu com o apoio do presidente Bolsonaro.
Witzel obteve 49% dos votos aqui em Niterói. Ninguém esperava que o desconhecido ex-juiz, de fala radicalmente moralista, vencesse a eleição e que meses depois, acabasse envolvido até o talo em corrupção com bilhões desviados da pandemia da Covid-19. Afastado, deve perder o mandato e, quem sabe, ir parar na cadeia.
O presidente Jair Bolsonaro obteve quase 63% dos votos de Niterói, a maioria por causa da sua postura radical e implacável contra o petismo e, combate a corrupção e também a velha política. Conseguiu abduzir o juiz-Sergio Moro para o Ministério da Justiça, herói nacional, símbolo maior da Lava Jato, foi um trunfo que reforçou o voto de muitos niteroienses que viam em Moro a garantia de que a luta contra a corrupção iria continuar e até se aprofundar.
Não foi assim. Moro foi humilhado e defenestrado publicamente pelo presidente porque este queria, entre outros motivos, interferir na Polícia Federal para livrar a pele de um dos filhos, enrolado no escândalo das rachadinhas, na verdade, a ponta de um sinistro iceberg.
Além de rasgar o compromisso do combate a corrupção (há dias ele disse, em discurso, que acabou com a corrupção em seu governo), o presidente abraçou o Centrão, Renan Calheiros, enfim, rasgou também a promessa de se isolar da velha política.
Se esse novo Bolsonaro perdeu popularidade em Niterói não se sabe. Segundo várias pesquisas, nacionalmente ele mantém 30% do eleitorado (um número bem alto), mas quanto a Niterói não há nenhum estudo, só muita especulação, cascata, chutes.
Além do debate do SEPE, SINTUFF, SINDSPREV-Niterói, e Associação de Servidores da Saúde de Niterói, o eleitor conta com eficientes referências de todos os candidatos que são o Google, Bing, Ecosia e outros. É só digitar o nome do candidato e muitas informações vem à tona.
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