Sobrou para as árvores centenárias que sombreavam as alamedas do Museu do Ingá, em Niterói. Vizinhos do palácio que até 1975 sediou o governo do antigo Estado do Rio de Janeiro estão tendo que conviver, desde o início do ano, com o barulho de britadeiras e, mais recentemente, com o zumbido de motosserras que derrubam sem choro nem vela frondosas mangueiras e majestosos ingazeiros.
Além da barulheira que se estende das 8h às 16h, vizinhos do Palácio do Ingá sofrem com a poluição provocada pela combustão do motor de um caminhão grua usado para conduzir às alturas os carrascos das árvores seculares (vídeo).
O acesso de carretas carregadas de material para a obra é feito pela Doutor Almir Guimarães, uma estreita servidão transformada em rua hoje ocupada por prédios e entradas de garagem. Os caminhões pesados afundaram as placas de ferro que recobrem um valão na esquina da Rua Nilo Peçanha.
O mata-burro está cheio de terra e mato impedindo a drenagem da água de chuva. Além disso, os ferros retorcidos podem rasgar os pneus de carros de passeio, que afundam no pontilhão. Moradores já reclamaram à Prefeitura de Niterói, mas não tiveram resposta.
A obra de reforma do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro (nome oficial do museu do Ingá), segundo edital conjunto da Empresa de Obras Públicas (Emop) e da Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), é feita por empreitada, sem um preço máximo estabelecido na licitação. O objeto do contrato diz que é para a execução de “ações preventivas para manter a segurança” das instalações. Pela imprensa, divulgou-se que o custo inicial seria de R$ 795 mil.
Na execução da empreitada, operários já levaram cerca de dois meses demolindo uma enorme laje que cobria um dos prédios anexos do palácio da Rua Presidente Pedreira 78. O teto da construção resistiu bastante aos barulhentos golpes de marretas e britadeiras. Demorou muito para ser derrubado e, em seu lugar, construída uma nova laje, agora coberta por um telhado metálico.
A mesma coisa foi feita com um sólido muro que separava o Museu do Ingá da vizinha Faculdade de Direito da UFF. Levou mais de 60 dias para ser derrubado. Em seguida, ergueram um novo muro por conta das exigências do edital de obras.
Agora, a sanha reformista voltou-se para três frondosas “Mangiferas indica” que frutificavam saborosas mangas espada. Os pés de Ingá igualmente não estão escapando do abate. A justificativa é que as árvores onde vivia a passarinhada local estavam sendo consumidas por cupins. Acreditem, pequenos insetos isópteros teriam causado tudo isso. Não aquela cupinzada que costuma consumir o erário público.
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