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Viradouro vence o carnaval com enredo sobre Mestre Ciça e nota máxima na bateria

Escrito por Gilson Monteiro às 17:31 do dia 18 de fevereiro de 2026
Sobre: Niterói na Sapucaí
  • Mestre Ciça, Niterói
18fev
Mestre Ciça e sua bateria nota dez garantem o título do carnaval carioca para a escola de samba de Niterói/ Reprodução internet

A Unidos do Viradouro confirmou o título do Carnaval carioca de 2026 ao terminar a apuração com a maior pontuação geral, impulsionada pelas notas máximas em evolução, harmonia e bateria — quesito no qual brilhou a homenagem ao lendário Mestre Ciça. O enredo dedicado ao ícone do ritmo emocionou o público e garantiu o reconhecimento dos jurados, selando a vitória da vermelho e branco com um desfile tecnicamente preciso e musicalmente irretocável.

Os moradores de Niterói sempre tiveram o samba no pé — e foi esse talento natural que impulsionou o brilho e o sucesso da Unidos do Viradouro a partir de 1986, quando a escola passou a desfilar no Carnaval carioca, chegando rapidamente ao Grupo Especial em 1991, na Sapucaí.

No Carnaval de 1997, a Viradouro conquistou seu primeiro título no Grupo Especial com o enredo “Trevas! Luz! A Explosão do Universo”, do carnavalesco Joãosinho Trinta. Voltaria ao topo duas décadas depois, em 2020, com “Viradouro de Alma Lavada”, de Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon, e novamente em 2024 com “Arroboboi Dangbé”, de Tarcísio Zanon.

Antes de brilhar na Sapucaí, a Viradouro construiu uma trajetória sólida no Carnaval de Niterói. Entre 1947 e 1985, período em que desfilou na cidade, conquistou 18 títulos e protagonizou disputas acirradas com a Acadêmicos do Cubango. Mesmo afastada do Carnaval niteroiense há mais de 40 anos, ainda detém o recorde de maior campeã da história local.

Desde a mudança da sede para o Barreto, na divisa com São Gonçalo, a escola passou a reunir um grande contingente de sambistas gonçalenses, que se incorporaram ao seu ritmo e identidade.

Fundada em 1946 no bairro do Viradouro — então ponto final de bondes e ônibus de Santa Rosa — a vermelho e branco nasceu com as cores azul e rosa, adotando o vermelho e branco em 1971. A escola tem como padroeiros São João Batista e Nossa Senhora Auxiliadora.

Ao completar oito décadas, a Viradouro carrega nomes fundamentais em sua história. Albano Ferreira de Matos presidiu a escola por 34 anos, período marcado por sua forte dedicação financeira e administrativa. Em seguida, José Carlos Monassa comandou a agremiação por 17 anos e foi peça-chave para consolidar a Viradouro entre as grandes do carnaval carioca. Foi em sua gestão que a quadra do Barreto passou a atrair personalidades da alta sociedade, do esporte e do entretenimento, como Luma de Oliveira e Juliana Paes, além de carnavalescos renomados como Joãosinho Trinta, o que ampliou a projeção nacional da escola.

Outros presidentes também deixaram sua marca, como Nelson Jangada, Ito Machado e Luiz Henrique Monassa, que ajudaram a construir diferentes fases do pavilhão vermelho e branco.

Desde então, a escola está sob a presidência de Kalil Rocha Abdalla, que assumiu em 2011. Sob sua gestão, a Viradouro vive um dos períodos mais vitoriosos de sua história recente, marcada por organização, crescimento estrutural, retorno ao Grupo Especial, dois campeonatos (2020 e 2024) e a consolidação da escola como uma das principais forças do Carnaval carioca.

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Gilson Monteiro
Iniciou em A Tribuna, dirigiu a sucursal dos Diários Associados no Estado do Rio, atuou no jornal e na rádio Fluminense; e durante 22 anos assinou uma coluna no Globo Niterói. Segue seu trabalho agora na Coluna Niterói de Verdade, contando com a colaboração de um grupo de profissionais de imprensa que amam e defendem a cidade em que vivem.
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